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Clipping

23/01/2018 às 18:53

1,6 milhão de pessoas pediram bloqueio de celulares roubados a operadores em 2017

Escrito por: Redação
Fonte: Tele Sintese

Durante o ano passado, as operadoras de telefonia móvel receberam 1,6 milhão de pedidos de bloqueio de aparelhos celulares. Ao todo, 9,3 milhões de IMEIs (código de identificação) de aparelhos celulares estão registrados no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), banco de dados das prestadoras de telefonia móvel. As solicitações são por motivos variados, entre eles roubo, furto e extravio.
 
Funcionando desde o ano 2000, o CEMI cadastra o IMEI do celular perdido ou roubado, bloqueando o acesso desses aparelhos às redes das prestadoras móveis. Assim, o celular não fará mais ligações e não permitirá nenhuma comunicação utilizando o pacote de dados móveis dessas redes do Brasil e de mais 57 prestadoras em 19 países com os quais as prestadoras brasileiras possuem acordo de integração.
Como funciona o CEMI
Ao impedir o acesso desses celulares às redes, as operadoras não fazem nenhum tipo de intervenção no aparelho. Registram o IMEI informado, impedindo a comunicação de voz e de pacotes de dados contratados junto às prestadoras móveis. O aparelho em si continua funcionando com aplicativos que se conectam a outras redes, como WiFi, sobre as quais as operadoras não têm ingerência.
 
Para fazer a solicitação à prestadora, o cliente deve entrar em contato com a sua operadora, informando dados pessoais que permitam sua identificação, como RG, CPF, endereço, etc. Se o cliente souber, também deve informar o IMEI, que é como se fosse o número do chassi do carro. Para descobrir o IMEI, basta digitar no teclado do aparelho *#06# e aparecerá um número na tela do celular.
 
Desde o ano passado, além de ser solicitado pelo cliente diretamente no call center das prestadoras, o registro do celular no CEMI também pode ser pedido pela autoridade policial. Também é possível solicitar o cadastro de cargas de aparelhos celulares que foram furtadas ou roubadas.
 
Em 2016 foi feita a integração da base de dados das prestadoras do Brasil com prestadoras do exterior, o que desestimula o tráfico internacional de aparelhos celulares roubados. Para saber se um aparelho está registrado no CEMI, as prestadoras mantêm ainda um site na internet para consulta.
 
Queda de braço com fabricantes
Embora tenham o CEMI, as operadoras reclamam de ter que pagar sozinhas pela iniciativa. Em nota, o SindiTelebrasil, sindicato que representa as teles do país, defende que sejam adotadas medidas para o combate ao mercado irregular de aparelhos celulares.
 
“Dentre elas, o reforço da segurança dos aparelhos, no processo de fabricação, para evitar que sejam adulterados ou tenham o seu código de identificação (IMEI) modificado ou clonado. Essa é uma falha que só pode ser corrigida na origem, na fabricação dos equipamentos, implantando mecanismos de segurança, que impeçam a adulteração”, destaca em comunicado.
 
No Brasil, alegam que deveria “haver um esforço conjunto” do governo, do órgão regulador, dos fabricantes de aparelhos celulares e das prestadoras de telefonia celular para que haja evolução nas tratativas deste problema e no combate a esse mercado irregular.
 
Tele Síntese, 22 de janeiro de 2018