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Clipping

27/05/2015 às 16:20

47% da população mundial usa banda larga, diz UIT

Escrito por: Rafael Bucco
Fonte: Tele.síntese

Brasil ocupa 38ª posição em ranking mundial de velocidade da banda larga fixa

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou hoje (26) um relatório sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação no mundo. Segundo a entidade, até o final de 2015 haverá 7 bilhões de assinaturas de telefonia móvel, ou penetração de 97%. Em 2000, quando as Metas do Milênio foram subscritas pelos países que participam da ONU, havia 738 milhões de assinantes móveis. O crescimento na banda larga por celular também foi exponencial. Ao final do ano, a penetração do acesso rápido móvel à internet será de 47%, 12 vezes mais que o registrado em 2007.
 
Os dados, todos, mostram crescimento vertiginoso na evolução da telefonia móvel. O mundo deve terminar 2015 com 96,8% da população coberta por redes celulares, e 95,3% com acesso 2G. O número de pessoas que de fato usam a internet equivale a 43,4% da população mundial – eram 6,5% em 2015. A banda larga fixa, por sua vez, pouco evoluiu, e hoje atende a 10,8% das pessoas. No caso do 3G, a cobertura mundial deve atingir 69% da população, 89% em áreas urbanas, e 29% em zonas rurais.
 
Desigualdade digital
 
Os número mostram um abismo entre os países desenvolvidos e aqueles em desenvolvimento. Ao final deste ano, os domicílios com acesso à internet serão 80% nos países ricos, contra 34% nos mais pobres. Os países com pior índice de desenvolvimento, segundo a ONU, estarão em situação drástica, com apenas 7% das casas com algum acesso. A média mundial é de 46%.
 
O acesso a internet acontece para 35% das pessoas dos países em desenvolvimento, 82,2% dos desenvolvidos, e 9,5% entre os menos desenvolvidos. Na África, em média, 1 em cada cinco pessoas têm acesso à rede – 20,7%. Nas Américas, onde se inclui o Brasil, 66% das pessoas usam a internet. Na Europa, região com melhor índice, 77,6% da população acessa.
 
A diferença nos índices são semelhantes para os acessos web via conexões móveis, mas há melhora para todas as regiões, exceto África (17,4%). A Europa tem 78,2% das pessoas com conexões móveis, as Américas mostram 77,6%, e Ásia com 42,3%. O acesso por banda larga fixa é mais comum na Europa (29,6%) e Américas (18%), que no resto do mundo: na Ásia é usado por 8,9% das pessoas, e na África, por 0,5%.
 
O motivo para penetração tão menor nos países pouco desenvolvidos ou em desenvolvimento, segundo a UIT, é o preço. Enquanto nos mercados maduros a competição manteve o preço médio do acesso, nos países menos desenvolvidos ele voltou a subir nos últimos dois anos. Além disso, o preço do acesso fixo nos países pobres é, em média, quase 5 vezes mais alto que nos ricos, e 2,5 vezes que a média mundial.
 
Ranking de velocidade
 
O país com conexões mais rápidas, segundo os dados divulgados pela UIT, continua a ser a Coreia do Sul – onde a média de velocidade da banda larga fixa se aproxima ultrapassa os 10 Mbps para quase 40% da população. O Brasil figura em 38º, com cerca de 10% das pessoas com acesso fixo, cerca de 2,5% com velocidade acima ou igual a 10 Mbps, 2,5% com velocidade entre 2 e 10 Mbps, e o restante, abaixo dos 2 Mbps.
 
Depois da Coreia do Sul vêm França, Irlanda, Dinamarca, Andorra entre os países com maior proporção de pessoas com acesso a banda larga fixa de maior velocidade. Os Estados Unidos ficam em 15º lugar. O país latino-americano mais bem colocado é o Chile, em 34º lugar.