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Clipping

26/01/2018 às 22:00

Ano de 2018 começa violento para jornalistas e radialistas.

Escrito por: Redação
Fonte: Fenaj

O jornalista Ueliton Bayer Brizon, da cidade de Cacoal (Rondônia), e o radialista Jefferson Pureza, de Edealina (Goiás), foram assassinados na semana passada, provavelmente em razão do exercício profissional.  A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) soma-se à Federação dos Radialistas (Fitert) para exigir das autoridades competentes a apuração dos fatos.
 
Uelinton Bayer foi executado a tiros, no dia 16, quando trafegava em sua motocicleta na companhia da mulher. Outra motocicleta aproximou-se e o homem que estava de passageiro fez os disparos. Ele era dono e editor do site Jornal de Rondônia e também presidente do Diretório Municipal do Partido Humanista da Solidariedade (PHS).
 
O radialista Jefferson Pureza foi executado na noite do dia 17, em sua residência. Dois homens que estavam numa motocicleta foram os autores dos disparos fatais. Jefferson tinha um programa na Rádio Beira Rio FM e estava afastado das atividades, porque a rádio fora incendiada em novembro de 2017.
 
Nos dois casos, os profissionais da comunicação foram executados, o que indica crime premeditado. A FENAJ considera que a linha de investigação prioritária deve ser a de relação dos assassinatos com o exercício da profissão.
 
Os dois crimes ocorreram na semana em que a FENAJ divulgou seu Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2017. A entidade comemorou o fato de que não houve assassinatos de jornalistas e de que houve considerável queda nas mortes de outros comunicadores, com o registro da morte de um blogueiro, enquanto em 2016 cinco foram assassinados.
 
A presidenta da FENAJ, Maria José Braga, disse que a entidade manteve-se alerta em 2017, porque apesar da diminuição dos casos de violência, em comparação com o ano anterior, os números ainda foram são muito elevados (99 casos de violência).
 
Segundo ela, as duas execuções ocorridas em janeiro evidenciam que o problema ainda não enfrentado pelo Estado brasileiro e pelas empresas de comunicação. “Há anos defendemos a adoção de medidas protetivas para os jornalistas e demais comunicadores. Ações relativamente simples, como a criação de comissões de segurança nas redações ou o estabelecimento de um protocolo de atuação para as polícias, ainda não foram adotadas”, afirma.
 
Maria José aponta, ainda, o problema da impunidade. “É preciso que as autoridades competentes investiguem os dois assassinatos ocorridos este ano e cheguem aos culpados. A impunidade é uma espécie de salvo-conduto para que outros casos de violência ocorram”, alerta.