Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

16/03/2015 às 16:48

Comissão Global de Governança da Internet alerta sobre riscos de políticas nacionais de internet

Escrito por: Rafael Bucco
Fonte: Tele.síntese

Organização critica criação de leis que tratam a web como um bem regional, o que levaria à fragmentação.

A Comissão Global para a Governança da Internet (GCIG, na sigla em inglês) publicou nesta segunda-feira (16) um relatório em que recomenta a adoção de regras multilaterais para garantir o funcionamento da internet. Segundo o grupo, do qual participam representantes de diversos países, inclusive do Brasil, políticas nacionais representam riscos à integridade da internet.
 
No texto “On the Nature of the Intenet“, ex-CTO da Internet Society, Leslie Daigle, diz que “existem políticas locais mundo afora criadas para prevenir problemas reais, mas que impactam a operação da internet como um todo, seu crescimento e valorização”. Segundo a pesquisadora, é preciso criar alternativas às legislações nacionais atualmente em prática.
 
Ela diz que o número de governos que buscam aumentar sua força e garantir a soberania de suas fronteiras físicas no mundo virtual, cresce ano a ano. “Quanto mais as fronteiras são vistas como recursos naturais, mais difícil é manter a internet acessível. Sua operação deve ser baseada na colaboração ou em acordos mútuos de interoperabilidade”, frisa. Um debate aventado pelo ministro das comunicações brasileiro, Ricardo Berzoini.
 
Outra questão fundamental, segundo Leslie, é a localização dos dados e coleta por empresas que atuam fora das fronteiras de um país. Ela diz que políticas de armazenamento regional de dados levam à fragmentação da internet. “Uma alternativa é pensar a privacidade fora do escopo da espionagem, desenvolvendo e aplicando políticas de manejo de dados”, explica.
 
O GCIG é uma iniciativa global, criada pelo Centro pela Governança e Inovação Internacional (CIGI, também em inglês), do Canadá, que é financiado pelo bilionário George Soros; e pelo think tank britânico Chatham House. A iniciativa tem como premissa estudar a governança multissetorial da internet, e vai funcionar até 2016, quando deverá ser dissolvida. (Com assessoria de imprensa)