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Clipping

08/12/2017 às 19:05

Em um ano, reportagens da RBS levam à abertura de 29 investigações

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

O Grupo de Investigação (GDI) da RBS, criado há um ano, produziu 31 reportagens, que motivaram a abertura de 29 apurações de órgãos como polícias Civil e Federal (PF), Ministério Público (MP) e Ministério Público de Contas. A iniciativa, inédita nas redações brasileiras, reúne um editor e 10 repórteres de Zero Hora, RBS TV, Rádio Gaúcha e Diário Gaúcho.
 
Segundo informações da Gaúcha RBS, as matérias do GDI resultaram em mudanças de gestão de órgãos públicos no Rio Grande do Sul. Diretores do Daer e da Procempa pediram demissão após investigação jornalística. 
 
Após a reportagem "O homem da faculdade de papel", que denunciou que uma faculdade inativa, a Facspar, integrante do Grupo Facinepe, oferecia cursos de graduação e pós-graduação, emitia diplomas e certificados sem valor legal, o Ministério da Educação instaurou processo de descredenciamento da faculdade. Além de educação e gestão pública, as 31 publicações denunciaram irregularidades em áreas sensíveis como setor imobiliário, uso indevido de agrotóxicos e segurança pública.
 
“O GDI é a tangibilização da nossa crença no jornalismo profissional, local e de impacto. O investimento em jornalismo investigativo é peça fundamental do que acreditamos para o futuro”, afirmou a vice-presidente de Produto e Operações do Grupo RBS, Andiara Petterle.
 
Para Vladimir Netto, vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o trabalho do GDI é fundamental para o leitor. “A criação do GDI significa coragem, compromisso com a busca pela melhor informação, com o leitor e com o bom jornalismo. Estamos em uma crise do modelo de financiamento do jornalismo, e você investir em uma coisa que não dá retorno imediato é um ato de coragem e de compromisso com o bom jornalismo.”
 
Fernando Rodrigues, integrante do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) e editor-chefe do Poder360, um dos veículos responsáveis pela divulgação do “Paradise Papers”, diz que a prática do jornalismo investigativo é vital. 
 
“Há uma multiplicidade de plataformas, um oceano de informações e muitas fontes oficiais que acabam sendo preponderantes. Por exemplo, o papel do MP e da PF é inegavelmente positivo nas investigações como a Lava-Jato, mas às vezes é uma lástima que o jornalismo fique apenas a reboque das informações fornecidas por procuradores e agentes da PF. Por essa razão é que iniciativas como o GDI propiciam ao jornalismo a possibilidade de buscar de maneira autônoma boas informações”, diz.
 
Confira aqui as matérias realizadas pelo GDI