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Clipping

08/01/2014 às 19:42

Empresas sinalizam redução de gastos com data centers

Escrito por: Redação
Fonte: Convergência Digital

Os gastos mundiais com TI devem bater em US$ 3,8 trilhões em 2014, o que significaria uma alta de 3,1% sobre os US$ 3,7 tri de 2013 - boa notícia para um mercado que este ano andou de lado, variando 0,4%. As projeções foram feitas pela Gartner e sinalizam uma aparente retomada do setor. 

Os softwares corporativos - ou seja, os programas relacionados a gestão de relacionamento com clientes (CRMs) ou de gerenciamento de cadeia de suprimentos (SCMs) - lideram a intenção de compras. "O crescimento dos softwares empresariais continua o mais forte durante todo o período", diz a Gartner, que calcula a alta desse segmento em 6,8%.

Mas a própria previsão de avanço da TI em 2014 já trás uma revisão do desempenho. Inicialmente, a Gartner apostava em alta de 3,6%. "A redução se deve à revisão para baixo dos gastos que envolvem serviços de telecom, um segmento que responde por mais de 40% do total dos investimentos em TI", sustenta a consultoria.

A conta é que os serviços de telecom crescerão 1,2% - contra 1,9% há três meses. "Vemos um crescimento mais rápido que o esperado de domicílios 'sem fio', há um declínio das taxas de voz na China e um padrão de uso mais 'frugal' dos clientes europeus, o que coincide com a forte competição por preço na Europa Ocidental", avalia o vice-presidente da Gartner, Richard Gordon.

Também foi revisto o crescimento dos sistemas de armazenamento de dados - a alta nos gastos com data centers foi corrigida de 2,9% para 2,6%, principalmente pela redução na perspectiva para armazenamento de controle externo e aplicações de comunicações empresariais.

Nesse cenário de revisões, a prevista retomada em 2014 também leva em conta correções de expectativas para o crescimento anual até 2017. Por conta de reduções em outsourcing - principalmente nos campos ligados a datacenters. "Vemos reavaliações sobre a construção de data centers e, no lugar, movimentos mais acelerados em direção à computação em nuvem", avalia o Gartner. Ainda assim, a aposta é de crescimento anual em ritmo superior a 4%.