Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

22/09/2017 às 18:06

Equador sedia diálogos por uma internet cidadã

Escrito por: Redação
Fonte: Barão Itararé

É realmente a Internet uma ferramenta para democratizar a comnicação e os conhecimentos? Será que grandes empresas como Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft (GAFAM) oferecem serviços gratuitos apenas com o interesse de nos conectarmos e comunicarmos? O que está por trás disso tudo? Ante essa problemática, nascem os Diálogos por uma Internet Cidadã - NuestrAmérica rumbo al Foro Social de Internet. Trata-se de um espaço para intercâmbio e a construção de uma proposta regional no marco do Fórum Social da Internet, que deve ocorrer na Índia, em 2018. O evento ocorre nos dias 27, 28 e 29 de setembro, no Centro Internacional de Estudos Superiores de Comunicação para América Latina (CIESPAL), em Quito, no Equador.
 
O encontro será um espaço para dialogar entre vários setores mediante mesas de trabalho, com três eixos centrais. O primeiro é o do conhecimento, dentro do qual se destacam meios e comunicação; tecnologias livres; cultura livre e propriedade intelectual; acesso e diversidades; educação e mais. O segundo eixo é OMC, e-commerce e trabalho, que contempla os temas de comércio eletrônico; agricultura e campesinato; direitos trabalhistas. O terceiro e último eixo é democracia, segurança e Estado, que tem a ver com vigilância e privacidade; direitos digitais e governança; democracia, Estado e cidadania; proteção de dados; infra-estrutura; entre outros.
 
Quatro eixos transversais darão a tônica do evento: os comuns versus concentração de poder; a soberania tecnológica; a governança; e, por fim, gênero e diversidades. A agenda inclui palestras abertas ao pública para situar o contexto e os desafios para a cidadania e aos países da região. Para conhecer melhor a agenda do evento, acesse https://al.internetsocialforum.net/ejes/
 
Várias das temáticas propostas já são discutidas por setores cidadãos que utilizam a Internet como um espaço alternativo para exercer sua liberdade de expressão. É motivo de preocupação o tema dos serviços que oferecem empresas como GAFAM, que permitem coletar enormes quantidades de dados pessoais de seus usuários, a serem monetizados e vendidos a outras empresas, como novos modelos de negócio, que geram lucros enormes. Ou seja, os dados pessoais e coletivos de nossas sociedades se concentram em mãos privadas e são tratados como mercadoria.
 
Por sua vez, as grandes empresas de tecnologia dizem aos usuários o que consumir e o que não. Sites como Wikileaks, DemocracyNow e World Socialist Web deixaram de aparecer entre os resultados do Google pela implementação de novas políticas em seu serviço de busca. A batalha está perdida?
A Internet cidadã ainda está viva. Este encontro propõe que é hora de exigir resultados e participar ativamente na democratização deste espaço virtual.
 
Os Diálogos por uma Internet Cidadã têm como objetivo sensibilizar sobre as problemáticas expostas na era digital para que as pessoas recuperem o controle sobre a Internet. A ideia é construir uma agenda regional de ações e propostas de políticas públicas, estratégias regionais e iniciativas cidadãs, assim como uma agenda temática de propostas e aportes para o Fórum Social Mundial da Internet.
 
Espera-se, como resultados do evento, produzir insumos para reflexão e ação a nível regional e aportes a nível mundial, além da consolidação de uma dinâmica regional.
 
As organizações e pessoas interessados em participar podem realizar a inscrição gratuita na página www.internetciudada.net, que também transmitirá ao vivo todo o evento. A organização é da ALAI, ALER, CORAPE, Pressenza, MedialabUIO e do Fórum de Comunicação para a Integração (do qual participa o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé) com a colaboração do Ciespal.
 
Convocatória, programação e mais informações:
·         https://al.internetsocialforum.net
·         https://al.internetsocialforum.net/programa/
·         https://al.internetsocialforum.net/inscripcion_fsi_al/
 
Publiciado originalmente na ALAI: https://www.alainet.org/es/articulo/188140