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28/04/2016 às 17:32

Estudo da Freedom House ressalta os riscos de ser jornalista no continente americano

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

Um estudo da Freedom House divulgado na última quarta-feira (27/04), em Washington, EUA, aponta que Brasil, México e América Central são os lugares mais perigosos para ser jornalista no continente americano.
 
Segundo EFE, o relatório afirma que 20% da população do continente vive em lugares onde não existe liberdade de imprensa, enquanto 40% desfrutam de uma mídia parcialmente livre. Somente 40% tem acesso a uma imprensa livre.
 
A pesquisa mostra o Brasil como uma das democracias do mundo onde ser comunicador traz mais riscos, principalmente em áreas rurais. Em 2015, foram pelo menos seis jornalistas assassinados no país.
 
O relatório aponta que “Apesar da democracia generalizada na América Latina, os veículos de imprensa sofrem ameaças dos grupos criminosos e das autoridades. Desde o assédio na cobertura dos protestos na Nicarágua à violência e o assassinato no México e no Brasil, o temor pela segurança é uma constante na vida de muitos jornalistas da região".
 
Em todo o continente, apenas 16 países, como EUA e Chile, têm imprensa livre, ao passo que em outros 14, incluindo o Brasil, a situação é de liberdade parcial. Honduras, México, Equador, Venezuela e Cuba não têm liberdade de imprensa, sendo este último uma das dez nações menos livres no mundo, ao lado de Coreia do Norte, Turcomenistão, Uzbequistão, Crimeia, Eritreia, Belarus, Guiné Equatorial, Irã e Síria.
 
No México, a situação é bastante complicada. Em 2015, pelo menos quatro jornalistas foram assassinados e em 2016 o número já chega a três. Já no Equador, nação colocada pelo relatório entres as não livres, existe um “marcado aumento da censura oficial”, através de multas e outras sanções impostas aos veículos.
 
O estudo avaliou a liberdade de imprensa em 199 países e territórios do mundo e concluiu que 66 têm situação de “não livre”, 71 de “parcialmente livre” e 62 de “livre”.