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Clipping

30/07/2015 às 17:39

Filme sobre militantes feministas mostrará 'pequenas revoluções' pelo Brasil

Escrito por: Bruno Pavan
Fonte: Brasil de Fato

Para custear a produção do documentário, está disponível um financiamento coletivo na internet

A Marcha Mundial das Mulheres abriu um crowdfunding para financiar coletivamente a reta final da produção do documentário “Formigueiro – A revolução cotidiana das Mulheres”. A ideia, que surgiu a partir da IV Ação Internacional da Marcha no Brasil, é viajar pelo país e retratar as ativistas que se organizam longe dos grandes centros urbanos.
 
A militante da Marcha e diretora do filme Bruna Provazi, conta que o nome do documentário foi escolhido para representar o “trabalho de formiguinha” das mulheres em todo o Brasil, que realizam “pequenas revoluções” para desconstruir o machismo nas regiões onde vivem.
 
“Já passamos por Minas Gerais, interior de São Paulo, Paraíba e Tocantins. Queremos visitar mais seis estados até o outubro. É para custear as passagens e hospedagem da equipe que abrimos esse crowdfunding”, disse.
 
Para garantir as viagens, pós-produção e circulação, a equipe do filme precisa arrecadar R$ 35 mil. Para apoiar, acesse https://beta.benfeitoria.com/formigueirofilme. As doações partem de R$ 20 e dão direito a brindes como adesivos, livros e nome nos créditos finais do filme.
 
Yasmin Thomaz e Li Fernandes, diretoras de fotografia do filme, reforçam a importância da linguagem cinematográfica para o fortalecimento da luta feminista. “Ele funciona como uma ponte conectando pessoas que, aparentemente, não têm elos porque vivem em realidades diferentes, mas que, no final das contas, estão submetidas à mesma dinâmica”, comenta Yasmin. Li explica que as histórias contadas pelo documentário acabam não sendo só das mulheres retratadas, mas “a história de todas as mulheres”.
 
Para chegar até as regiões mais afastadas do Brasil, o filme não será exibido nos cinemas e seguirá por circuitos independentes, passando por cine-clubes por todo o país. “Vamos fazer essa distribuição pra quem quiser exibir e tentar democratizar o acesso ao cinema, que ainda é muito elitista. Depois que cumprir esse circuito, o filme vai pra internet”, explicou Bruna Provazi.