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Clipping

07/02/2018 às 04:35

Funcionários do Diário de S.Paulo cobram posicionamento sobre situação do jornal

Escrito por: Denilson Oliveira
Fonte: Portal Imprensa

Um dos jornais mais antigos da capital paulista, o Diário de S.Paulo, criado em 1884, sofreu um duro golpe no último mês. Desde o dia 22 de janeiro, a publicação teve sua falência decretada pela justiça e desapareceu das bancas de jornais.
 
Além disso, a sede do jornal permanece fechada desde o dia posterior à decisão do juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O imbróglio é resultado de uma confusão societária, patrimonial e gerencial entre as empresas proprietárias do grupo: Editora Fontana, Editoria Minuano e Cereja Serviços de Mídia.
 
Ontem, dia 5, os funcionários da redação e outros departamentos do jornal publicaram uma nota de repúdio à paralisação das atividades da empresa. De acordo com o comunicado, os interventores não seguiram a ordem judicial, que determinava a retomada da circulação do Diário de S.Paulo após cinco dias de prazo.
 
“Que se cumpra a determinação do juiz e que se coloque o jornal em circulação! Afinal, a cada dia sem circular, o Diário de S.Paulo perde leitores, audiência e consequentemente recursos para saldar salários, pendências e credores”, diz o comunicado assinado por 53 funcionários.
 
Outro detalhe que chama atenção no documento, é o fato dos equipamentos pessoais do fotógrafo Nelson Coelho ficarem retidos na sede do jornal. “A princípio o combinado foi que todos os funcionários pudessem entrar na sede para retirar seus pertences. Quando fui buscar minhas coisas, a interventora do jornal, a advogada Joice Ruiz, não permitiu que eu saísse com o que era meu, fez uma relação dos equipamentos e trancou numa sala do jornal”, diz o fotógrafo, que tem 16 anos de redação.
 
Entre os objetos de Coelho que estão retidos na redação constam duas câmeras fotográficas, quatro lentes, um flash, um carregador de bateria, um carregador de bateria e outro de pilhas, um monopé, dois HDs externos e outros dois acessórios.
 
“Eu deixava meus pertences no jornal para não correr o risco de ser assaltado no caminho entra minha casa e o trabalho. Desde que fecharam a redação eu estou sem conseguir trabalhar. Sou autônomo e não posso nem ir atrás de frilas”, lamenta o fotógrafo, que já deu entrada em uma petição para reaver seu material.
 
Para Guilherme Gomes Pinto, diretor de redação do jornal, a situação dos funcionários é complicada. “Não sabemos se ainda estamos empregados ou não. Se vamos receber o que é nosso por direito. Queremos que tanto a justiça quanto a interventora se posicionem a respeito. Ou se aceita o agravo de instrumento pedido pelos proprietários ou se que se cumpra a sentença e a justiça volta a fazer o jornal circular”, diz.
 
O Portal Imprensa, procurou a advogada e interventora do Diário de S.Paulo, Joice Ruiz, do escritório Satiro e Ruiz, para ouvir seu posicionamento em relação ao caso. Mas, até o final da manhã, não obteve retorno.
 
Confira na íntegra o comunicado divulgado pelos funcionários do jornal: