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Clipping

12/12/2016 às 17:08

Governo diz que segurança e privacidade são essenciais para Internet das Coisas

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

O Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações apresentou nesta segunda-feira, 12/12, a consulta pública com a qual pretende “identificar tópicos chave para a viabilização da internet das coisas no Brasil”. Em 123 perguntas ao longo de 13 tópicos o governo propõe um debate amplo sobre como alavancar o uso dessa nova onda tecnológica para o desenvolvimento, no formato de respostas abertas. 
 
A IoT, do acrônimo em inglês, foi o tema de uma reunião também nesta segunda no BNDES, quando o banco de fomento e o MCTIC firmaram um termo de cooperação também com o objetivo de mapear oportunidades. Nesse caso, o trabalho terá o suporte de um estudo contratado junto a consultoria McKinsey, CPQD e Pereira Neto/Macedo Advogados, que deve custar R$ 17,4 milhões. 
 
"É uma tecnologia que vai impactar cada vez mais as realizações e a sociedade, trazendo novas oportunidades para a geração de valor econômico e transformando os modelos de negócio e a vida das pessoas", festejou a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques. 
 
A consulta pública já pode ser conferida pelo Participa.br e em princípio recebe contribuições até 16 de janeiro. O escopo dessa discussão é amplo, passando pelos processos educacionais, barreiras à pesquisa e o contexto atual da indústria no Brasil, além das fontes de investimentos existentes e desejadas e questões críticas ao gerenciamento da infraestrutura da internet das coisas. 
 
Ali também são listadas 17 áreas com ganhos potenciais mais evidentes com a aplicação da IoT, mas a lista não pretende ser exaustiva e pode ser ampliada pela própria consulta. Por enquanto aparecem o setores de saúde, agricultura, infraestrutura, petróleo e gás, automotivo, bens de consumo e varejo, energia, logística, aeroespacial, eletrônicos avançados, mineração, telecomunicações e mídia, serviços bancários, cidades inteligentes, indústria 4.0, escritórios e residências inteligentes, além das pequenas e médias empresas. 
 
A consulta dá razoável destaque a questões de segurança e de proteção à privacidade. “Ambiente, a cada dia, estará mais conectado utilizando mais informações potencialmente relacionadas com indivíduos”, como localização, saúde, bens adquiridos. Como lembra o documento, “a partir do momento que um dispositivo se conecta à internet com dados do seu usuário e transmite informações e se comunica com outros dispositivos, várias ameaças surgem”, como violação de privacidade, segurança física, ataques distribuídos e perdas financeiras. 
 
A conclusão é que “a segurança e a privacidade devem ser blocos essenciais de qualquer modelo de referência para IoT, sendo necessário uma implementação adequada em todas as camadas, do hardware ao software, das aplicações de negócio e de controle. Portanto, é importante que a segurança e a privacidade sejam tratadas em todas as etapas de desenvolvimento de um produto ou serviço comercializado no mercado, incluindo avaliações sobre a segurança do dispositivo, o software, a gestão de identidades e controle de acesso, a comunicação entre dispositivos e sistemas e o monitoramento e tratamento de incidentes de segurança.”
 
* Com informações da Agência Brasil