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Clipping

02/03/2018 às 17:09

Grupo RAC não entra em acordo e jornalistas continuam de braços cruzados em Campinas

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

Os jornalistas do Correio Popular, editado pelo Grupo RAC, não aceitaram a proposta da empresa, que seria atrasar mais um mês de salário, completando então quatro meses de atraso, em audiência na Justiça na última quarta-feira, dia  28. 
 
A audiência de conciliação da greve foi no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT 15 Campinas). Segundo a Regional Campinas do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, a empresa propôs ainda o pagamento do vale-refeição no dia 9 de março, além de pedir mais 30 dias para discutir o acerto dos salários. 
 
Ao menos 24 jornalistas da redação do Grupo RAC, que inclui jornal impresso, site e revista, estão parados desde o dia 14 de fevereiro. Essa é a mais longa greve da história da categoria em Campinas. 
 
Além dos salários atrasados desde novembro do ano passado, os trabalhadores enfrentam atrasos de pagamentos há mais de dois anos. Até o momento, a direção da rede não se manifestou sobre a situação, nem apresentou qualquer proposta de negociação. 
 
De acordo com a diretora sindical Márcia Quintanilha, foi contraproposta do sindicato que a empresa pagasse os salários em aberto de 2017, além do vale-refeição no dia 9. Além disso, o sindicato propôs ainda que continuassem a pagar semanalmente até o dia 28 de março, quando eles diziam que teriam uma proposta. No entanto, como não houve conciliação, o processo irá para julgamento. 
 
Segundo o sindicato, o último pagamento feito pela empresa foi em 15 de fevereiro, quando a RAC depositou o equivalente a um oitavo do salário de novembro de 2017. Em comunicado enviado aos trabalhadores em 9 de fevereiro, a rede havia se comprometido a pagar na última sexta-feira (23) o valor em aberto do salário de novembro, bem como o adiantamento referente a dezembro passado. Contudo, a promessa não foi cumprida e os pagamentos não foram feitos. 
 
Em outra mensagem, o grupo de comunicação se limita a pedir "desculpas pelo ocorrido", alegando que o dinheiro de um empréstimo não havia sido liberado "por questões burocráticas da instituição bancária". 
 
Além de parte do salário de novembro, dos salários de dezembro, janeiro e do adiantamento de fevereiro, também estão em aberto o 13º de 2017, seis meses de vales refeição e alimentação, e quem sai de férias não está recebendo o adicional de um terço.