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Clipping

19/12/2011 às 14:32

Hábito de internauta muda com serviço de música on-line

Escrito por: Rennan Setti
Fonte: O Globo

Crescimento da economia mundial deve atrair novos ‘players’ globais

RIO - A chegada dos novos serviços de música on-line está mesmo fazendo com que os brasileiros baixem menos arquivos ilegais. O jornalista e autor do blog Nafita.tumblr.com, Livio Vilela, é um dos que tem optado pela praticidade dos produtos legais. Ele gasta R$ 8,90 por mês com o Oi Rdio e baixa eventualmente faixas no iTunes e em sites dos próprios artistas.

— Nenhuma solução ilegal é mais rápida do que um boa loja, como a iTtunes, ou um bom serviço de streaming, como Rdio e Spotify — avalia Vilela, que ainda economiza o tempo antes consumido organizando e fazendo back-ups de MP3 piratas. — Num serviço de streaming, basta buscar e dar play, sem estresse. E, convenhamos, se você já paga o preço de uma boa banda larga no Brasil, R$ 10 não faz nenhuma diferença no seu orçamento.

Mas mesmo sendo um cliente "legal", o blogueiro continua fazendo downloads piratas todos os dias. Isso porque, tenta justificar, os acervos autorizados não são tão completos quanto deveriam e não conseguem competir com a agilidade dos piratas — que vazam discos antes mesmo do lançamento oficial. 

Indústria está otimista como nunca esteve
A despeito de a pirataria ainda ser a norma por aqui, a indústria está otimista como jamais esteve. O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD), Paulo Rosa, prevê para os próximos anos um crescimento "bastante significativo e imediato" das receitas com música digital para o Brasil.

Rosa diz que o sucesso de iTunes e Rdio determinará o rumo da indústria no país, mas já adianta que a perspectiva hoje é de atração de outros gigantes estrangeiros, como Spotify, Pandora e Google Music.

— Outros grandes players internacionais virão num futuro muito próximo para o mercado brasileiro, e as principais razões para isso são o crescimento e a solidez da economia brasileira mesmo em tempos de turbulência econômica mundial, o real valorizado e o crescimento do mercado de computadores, tablets, smartphones, banda larga e de internautas — analisa o presidente da ABPD.

Oficialmente, não há previsão para o lançamento dos serviços citados no Brasil.

E a popularização dos smartphones citada por Rosa já faz mesmo a diferença, mostra o desempenho de alguns serviços. Felippe Llerena, criador de uma dos primeiras lojas de música digital no Brasil, a iMusica, diz que a maior fatia das receitas vem com as vendas que faz pelo portal de clientes da Claro. A operadora é uma das empresas que contrata a plataforma da iMusica para dentro de sua loja virtual. E Llerena acredita que o desembarque de iTunes e Rdio por aqui vai contribuir ainda mais para massificar esse consumo:

— A gente estava meio sozinho nesse mercado. Eu não acredito que as vendas da indústria fonográfica caíram nos últimos anos por causa da pirataria. Acho que os reais motivos eram a falta de produtos atraentes e a crescente competição com outras formas de entretenimento, como games e TV a cabo.