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Clipping

14/01/2016 às 13:42

Hackers 'ensinam' práticas do cibercrime no Brasil

Escrito por: Redação
Fonte: Convergência Digital

Um panorama sobre as maiores ofertass do submundo do cibercrime no Brasil, realizado pela Trend Micro, mostra que os cibercriminosos estão 'ensinando' as práticas de hacker em cursos de até R$ 300,00. O levantamento mostra ainda que os malfeitores nacionais são ousados o bastante para anunciar publicamente seu sucesso. O exemplo mais famoso é Lordfenix, jovem de apenas 20 anos, que conseguiu criar mais de 100 cavalos de Troia bancários e se gabava nas redes sociais do lucro gerado nas operações.
 
Dentre as ofertas oferecidas no mundo cibercriminoso, o malware bancário dispara na frente devido à popularidade do Internet Banking no país. Por meio do malware KAISER, sempre que o usuário de um sistema infectado visita o site de um dos bancos-alvo, são registradas as teclas digitadas.Os cibercriminosos, então, ganham acesso aos números da conta bancária. Por R$ 5.000, os compradores podem registrar as teclas digitadas de até 15 sites e têm acesso a serviços de suporte 24 horas.
 
O surgimento de ofertas no submundo pode ser atribuído à grande taxa de adoção de banco online no país, tanto que a Trend Micro observou que mais de 40% da população do Brasil realizou operações bancárias online em 2014. Apps de Android por exemplo foram configurados para pagar por créditos pré-pagos com credenciais roubadas de cartões de crédito.
 
Mas o fato mais curioso do estudo é a oferta feita para treinamento de carding (roubo de credenciais de cartões de crédito) com três meses de duração no submundo brasileiro. O curso inclui aulas para criar malware, configurar botnets e obter dados de cartões de crédito das vítimas, entre outros. No primeiro mês, os alunos são ensinados a obter acesso a uma base de dados e roubar credenciais de cartão de crédito.
 
Depois, aprendem o que fazer quando uma compra feita com um cartão de crédito roubado é aprovada, e como proceder caso a “mula” de dinheiro venha a falhar. No segundo mês, os “estudantes” aprendem a clonar cartões (fisicamente) e a criar cavalos de Troia. Por R$ 300, os aspirantes a cibercriminosos e os novatos podem aprender a criar suas próprias variantes de malware e páginas de phishing.
 
De acordo com a pesquisa daTrend Micro, o governo brasileiro precisa investir mais recursos nas investigações, principalmente quando o cibercrime brasileiro migrar para o território da Deep Web. Essas tarefas podem ser difíceis agora devido aos desafios de imposição da lei mais urgentes atualmente no país. Para ter acesso ao material completo, acesse: http://www.trendmicro.com/vinfo/us/security/news/cybercrime-and-digital-threats/brazilian-cybercriminal-underground-2015