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Clipping

27/04/2012 às 10:10

Instalação audiovisual discute a crise da indústria fonográfica

Escrito por: Gabriel de Sá
Fonte: Correio Braziliense Online

Quais são os limites entre a legalidade e a ilegalidade quando se trata de acesso ao conhecimento e à arte? E quanto aos meios usados para produzi-los? Numa época em que a internet se tornou a principal fomentadora do artista independente e o caminho mais eficiente para propagar a música, a polêmica que circunda a pirataria se apresenta de forma inevitável. Alvoroçado pelas provocações que o tema sugere, o músico e pesquisador Krishna Passos criou o projeto Piratagem Federal, no qual, a partir de uma série de ações — exposição, debates e intervenções, entre outros — propõe uma abordagem radical do assunto.

Desde 12 de abril — e até 13 de maio —, quem visita a galeria Fayga Ostrower, na Funarte, se depara com uma exposição nada usual, que mistura elementos que remetem à “piratagem”: CDs, aparelhos para copiá-los, uma máquina de serigrafia, impressoras e fitas cassete antigas, por exemplo. “É uma instalação que simula um escritório de produção de uma suposta indústria pirata”, explica Krishna. No local, é reproduzido o disco do grupo 2 finos e um Grave, do qual o artista é integrante. “É uma forma de divulgar nosso trabalho. Entregamos o CD pirata para o público e para vendedores ambulantes”, detalha.