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Clipping

25/02/2016 às 13:55

Liminar da operadoras de telefonia suspende contribuição ao setor audiovisual

Escrito por: Redação
Fonte: Rede Brasil Atual

Produção está em sua melhor fase. Entre 2014 e 2015 foram produzidas mais de 400 séries e telefilmes, e cerca de 300 longas metragens, todos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual

Empresas de telefonia móvel obtiveram liminar na Justiça, há duas semanas, para suspender contribuição ao Fundo Setorial do Audiovisual. Os produtores audiovisuais contestam e alegam que as companhias de telefonia quebram o pacto firmado há cinco anos pela lei que regulamenta a TV por assinatura. A lei garante a participação das operadoras na distribuição de TV a cabo, mas devem pagar a contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) para investir nas produções audiovisuais.
 
"Eles começaram a ter uma receita que eles não tinham antes, e de repente eles rompem o pacto como se eles não fizessem parte", afirma Kiko Mistrorigo, da Associação Brasileira de Produtoras Independentes, em entrevista à repórter Michelle Gomes da TVT.
 
Com a isenção do pagamento por parte das operadoras, os profissionais do setor cinematográfico estimam uma perda de R$ 1,1 bilhão. A Agência Nacional de Cinema (Ancine) entrou na Justiça para caçar a liminar. Além disso, profissionais do setor audiovisual estão fazendo uma campanha nas redes sociais com a hashtag #EuConsumoAudiovisualNoMeuCelular.
 
A produção audiovisual está em sua melhor fase. Entre 2014 e 2015 foram produzidas mais de 400 séries e telefilmes, e cerca de 300 longas metragens, todos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual. Alguns filmes ganharam reconhecimento internacional, como os filmes "Que Horas Ela Volta?" e "O Menino e O mundo".
 
De 2012 a 2015, o valor arrecadado com as teles representa 89% da contribuição. O diretor da SPCine, Maurício Andrade Ramos, diz que há setores que dependem desse fundo. "Um setor de animação é novo e se apoia bastante no fundo. Pela primeira vez temos uma animação brasileira concorrendo ao Oscar, e enfrentando os filmes da Disney e Pixar. O fundo injeta cerca de R$ 500 milhões nessas fases do mercado, como produção, distribuição e exibição."
 
Assista aqui.