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Clipping

09/06/2014 às 16:07

Livro do coletivo Think Olga investiga violência contra mulher

Escrito por: Xandra Stefanel
Fonte: Rede Brasil Atual

Evento de lançamento do e-book 'Meu Corpo Não É Seu', nesta terça (10), terá mesa de debates

"Para uma mulher, o mundo é mais perigoso. Existe uma categoria inteira de crimes, de diversos tipos – psicológicos, sociais, simbólicos, físicos – que são praticados especificamente contra ela. Ou seja, homens e mulheres são vítimas de violência de maneiras diferentes: enquanto eles são as maiores vítimas letais da violência no espaço público, elas são as maiores vítimas da violência doméstica e sexual."

Dessa forma, contundente, começa o livro eletrônico Meu Corpo Não É Seu – Desvendando a Violência Contra a Mulher (Ed. Breve Companhia, 32 págs.), um ensaio que o coletivo feminista Think Olga lança nesta terça-feira (10), a partir das 19h30 no Teatro Eva Herz, em São Paulo, auditório da Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, Avenida Paulista.

O lançamento terá uma mesa de debate entre as autoras Juliana de Faria e Bárbara Castro e as convidadas Aline Valek, colunista da CartaCapital, Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Data Popular, e Tica Moreno, da Marcha Mundial das Mulheres.

O livro trata sobre como se dá a violência contra a mulher e as razões de este ser um dos crimes mais recorrentes e menos punidos no mundo. Segundo a obra, “o estupro é apenas um dos pontos extremos de uma longa escala em que aparecem a violência doméstica, o femicídio (morte motivada pelo fato de a vítima ser mulher), agressões físicas e ameaças psicológicas. E ainda há um crime que até recentemente nem era reconhecido como tal: o assédio sexual”.

O coletivo feminista Think Olga foi criado em 2013 pela jornalista Juliana de Faria e conta com a socióloga Bárbara Castro como conselheira. Além do livro, elas desenvolveram no ano passado o Mapa Chega de Fiu-Fiu, uma ferramenta colaborativa para mapear os pontos mais críticos da violência contra as mulheres no Brasil. A ação colheu (e ainda colhe) depoimentos de forma anônima, muitos deles reproduzidos no livro. “E foi ali também que entendemos porque o assédio causa tanto medo: é um comportamento violento, sim, porque parte de pessoas que acreditam ter o privilégio de explorar e alienar a existência feminina sem nenhuma dor na consciência”, dizem na abertura.

Meu Corpo Não É Seu agrupa dados de pesquisas e depoimentos dilacerantes de mulheres que viveram as mais diversas formas de violência. Curto e acessível no preço, seu objetivo é promover uma reflexão e investigar por que a violência contra a mulher continua sendo um dos crimes mais recorrentes no mundo e por que ainda se faz tão pouco para combatê-lo e previni-lo.