Receba no seu e-mail

Voltar

Clipping

19/10/2016 às 16:19

Lula se coloca como vítima de 'massacre' na mídia

Escrito por: Redação
Fonte: Comunique-se

“Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública”.
 
O trecho acima faz parte do artigo assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado originalmente na versão impressa da Folha de S. Paulo que circula nesta terça-feira, 18. O texto, que conta com 21 parágrafos, foi reproduzido logo pela manhã pelo site mantido pela equipe de assessoria de imprensa do político. O artigo foi divulgado um dia depois de militantes do PT promoverem vigília em frente ao prédio em que Lula mora em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
 
A manifestação realizada na segunda-feira – organizada depois de o blogueiro e membro do PCdoB Eduardo Guimarães divulgar que o petista seria preso ontem - não foi mencionado no artigo publicado pela Folha. No conteúdo, porém, o ex-presidente garante que se vê como alvo de uma “caçada judicial” que, segundo ele, começou durante a campanha eleitoral de 2014, pleito em que a sua sucessora no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, foi reeleita com mais de 51% dos votos válidos.
 
Ao longo do artigo, Lula se defende de acusações e garante que nunca encontraram um ato desonesto de sua parte e que jamais autorizou algum ato ilícito. Em determinado trecho, o ex-presidente sugere que parte da imprensa (sem citar veículos) tenta marcá-lo como líder de suposto esquema ilegal mantido pelo Partido dos Trabalhadores. “Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma ‘organização criminosa’, e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que ‘não há fatos, mas convicções’”.
 
Defendendo-se de acusações e tecendo críticas à imprensa, o ex-presidente encerra o artigo veiculado pela Folha frisando acreditar que a verdade prevalecerá na história. “Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país”.