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Clipping

24/09/2014 às 13:40

Marina Silva diz que Internet é essencial

Escrito por: Redação
Fonte: Convergência Digital

A candidata à presidência Marina Silva (PSB) defendeu nesta segunda-feira, 22/9, que o acesso à Internet deve ser tratado como direito essencial e sugeriu a complementariedade entre investimentos públicos e privados para garantir esse acesso à maior parte dos brasileiros.

Marina Silva foi a segunda 'sabatinada' pela campanha Banda Larga é Um Direito Seu, mas evitou se comprometer com bandeiras tradicionais das entidades anfitriãs - desta forma, sem aderir ao debate regime público versus regime privado na oferta de serviços de banda larga. "Queremos transformar a conexão a Internet em serviço essencial e assim sermos capaz de estender a todos."

"Partimos do princípio que queremos que a sociedade tenha o acesso. As formas como isso acontecerá é algo que está em debate dentro do nosso programa. É fundamental que se tenha os investimentos adequados para que nosso país possa prover nossa sociedade dos meios materiais e legais para que de fato tenhamos uma verdadeira democracia digital", afirmou.

A candidata defendeu, porém, investimentos diretos do governo onde as empresas não forem. "Teremos parceria com a iniciativa privada, mas queremos que o Estado dê conta de levar o serviço para os lugares onde elas não têm como faze-lo, ou não têm taxa de retorno. Vamos usar os marcos existentes, aperfeiçoá-los e buscar que o Estado faça sua parte em parceria com iniciativa privada."

Insistiu Marina Silva nesse ponto que "sem comprometer a taxa de retorno que assegure a viabilidade dos investimentos, que se valorize o acesso e o Estado possa prover os meios para aquelas regiões mais difíceis, regiões isoladas que pagam o preço mais alto, Norte e Nordeste". E destacou que "a rede de telefonia celular é o principal aliado na inclusão digital".

Marina Silva evitou, porém, certos compromissos específicos - como nas repetidas perguntas sobre patentes de software ou uso de software livre nas compras públicas. "Coexistência é para que a gente assegure o cidadão o direito as coisas e não na lógica de é uma coisa ou outra. Tem que levar em conta as escolhas do cidadão e não dizermos que o Estado tem uma única escolha".

Mesmo diante da insistência para que viesse optar pelo regime público de oferta na banda larga, repetiu que "tomamos a decisão de que nosso programa seria 'vivo', recebendo contribuições. Colocamos o acesso da internet, otimização, uso da infraestrutura existente, tudo isso está sendo debatidos entre nossos técnicos e esperamos no momento de transição definir melhor e ouvindo a sociedade."

Para o movimento, "no geral as respostas foram bastante vagas", resumiu Renata Mielli, do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé. Mas com bons momentos. "Ela afirmou compromisso com a neutralidade de rede e até mesmo com a universalização da banda larga", acredita Pedro Ekman, do Intervozes. Depois de ouvir Dilma Rousseff e Marina Silva, a campanha espera que Aécio Neves também aceite o convite.

A CDTV, do portal Convergência Digital, publica a posição da candidata Marina Silva, sobre a massificação da banda larga. Também falou sobre o Marco Civil da Internet. Assistam.