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Clipping

25/11/2014 às 16:22

Metrô de São Paulo bane propaganda de livro sobre Black Blocs

Escrito por: Redação
Fonte: Revista Fórum

Segundo companhia, os anúncios da obra poderiam ?incitar a violência?; para autores, atitude equivale à censura

Anúncios do livro Mascarados: A verdadeira história dos adeptos da tática Black Bloc, escrito pela cientista social e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Esther Solano e pelos jornalistas Bruno Paes Manso e Willian Novaes, foram barrados pelo Metrô de São Paulo. As peças publicitárias, que seriam divulgadas nas linhas verde e vermelha a partir do próximo dia 28, aparentemente poderiam “incitar a violência”, de acordo com a equipe de vendas da companhia.

Além disso, a justificativa é de que o Metrô tem total autonomia para barrar anúncios que julga contrariar seu regulamento. A editora Geração Editorial, responsável pelo lançamento do livro, realizado no início deste mês, afirma que em nenhum momento foi informada sobre tais regras, e que elas não constavam no mídia kit.

“Essa atitude do Metrô é justamente o que eu queria criticar escrevendo o livro, por que julgar, censurar, sem conhecer? Por que sempre cair em preconceitos? Mascarados é a proposta contrária, traz o debate, o conhecimento e a pesquisa e serve para combater essa intolerância que nos faz a cada dia mais ignorantes”, avaliou Esther Solano na página eletrônica da Geração. Segundo a descrição da editora, Mascarados tenta desmistificar os (pré)conceitos que surgiram desde as primeiras cenas protagonizadas por adeptos da tática Black Bloc, em junho de 2013, quando eclodiram manifestações em todo o Brasil.

“Como uma empresa proíbe o anúncio de um livro sem ao menos ler? Isso é censura!  Vale lembrar que Mascarados têm entrevistas com policiais, jovens e inclusive com um coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo que leu a obra e aprovou o conteúdo. O livro em nenhum momento é uma apologia à tática Black Bloc e sim uma grande reportagem mostrando quem são e o que pensam esses jovens. Enfim, é uma vergonha o que aconteceu já que julgaram o livro pela capa. Isso é de uma ignorância sem tamanho”, considera Willian Novaes no site da editora.

*Com informações da Geração Editorial