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Clipping

31/01/2018 às 21:31

MPE realiza audiência pública sobre banalização de imagens na mídia no Amapá

Escrito por: Redação
Fonte: Fitert

Profissionais da imprensa no Amapá participaram de uma audiência pública no último dia 24, no auditório da Promotoria de Justiça, Complexo Cidadão, na zona norte da cidade, com o tema “Banalização das Imagens Violentas no Jornalismo Contemporâneo”. O evento está relacionado ao Art. 5º da Constituição (X –  são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação) e foi coordenado pelo promotor dos Direitos Constitucionais, Paulo Celso.
 
O promotor ressaltou que a reunião atende a um procedimento instaurado na Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Constitucionais (PJDC), decorrente de solicitação do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do Amapá (Sintert-AP), que relatou o uso indevido de imagens (grotescas e/ou conteúdo sensível) pelos meios de comunicação local.
 
O fato está relacionado a exibição na televisão e jornais impresso de pessoas mortas, feridas ou vítimas de qualquer tipo de agressão provocada por acidentes no trânsito, tiros e armas brancas, e tais ocorrências são acompanhadas pelas equipes de reportagens, principalmente de programas tidos como independentes que registram fatos do setor de segurança pública.
 
Diariamente observamos falta de tratamento das imagens de vídeos e fotografias expostas nas páginas de impressos e nas telas de televisão, em programas locais, talvez na busca desenfreada de público, sem se importar com a dor alheia e a legislação.
 
O promotor destacou que a ideia não é impedir ninguém de trabalhar mostrando os fatos, mas sim de evitar exageros, como o que tem sido apresentado aos telespectadores, embora exista a opção para trocar de canal.
 
Todos os trabalhadores tiveram a oportunidade de se pronunciar sobre a demanda e fazer suas alegações.
 
O promotor  também destacou que a atuação extrajudicial da Promotoria de Defesa dos Direitos Constitucionais tem sido uma constante em busca da resolução de procedimentos. Os representantes das emissoras de televisão expuseram as suas preocupações quando da utilização de imagens, principalmente da área policial, e critérios adotados para que não prejudiquem a notícia e nem sejam apelativas, ao ponto de chocar os telespectadores ou ultrapassar o limite do direito das pessoas vítimas de algum tipo de violência.
 
O presidente do Sintert-Amapá, José Maria, explicou que esta é a intensão dos sindicatos no Brasil em evitar espetáculos de cenas fortes, no intuito de conquistar audiência, porém machucando psicologicamente telespectadores. “Uma reportagem chamais deixará de ser notícia mesmo se for mostrada com imagens desfocadas”, afirmou.
 
Segundo ele, a conquista de público se alcança com estratégias de marketing e elaboração de planos voltados ao público alvo, pois cada programa tem sua linha editorial e assim a direção deve possuir expertise para ter êxito no que busca.
 
Como direcionamento, ficou acordado entre os participantes da reunião que o MP-AP editará uma recomendação aos meios de comunicação e responsáveis por programas independentes, a partir da legislação pertinente e com apoio do (Sintert-AP) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá (Sindjor-AP). 
 
Fonte: Sindicato dos Radialistas do Amapá.