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Clipping

17/08/2016 às 14:47

No Brasil, a cada hora de navegação, 35 minutos acontecem em redes WiFi

Escrito por: Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital

É lugar-comum nas telecomunicações, nas empresas ou agentes públicos, a ideia de que as conexões móveis à internet representam a universalização do acesso. Os números, porém, costumam convergir para a essencialidade das redes fixas. E não só pelo volume de dados. Mesmo o tempo de navegação por smartphones ou tablets mostra um predomínio da banda larga fixa. 
 
Trata-se de um comportamento global, como mostra um novo estudo da britânica OpenSignal, cujo aplicativo se vale das experiências reais de navegação por smartphones para medir a qualidade das conexões. Em geral voltada para o estado das redes 4G/LTE, a nova pesquisa descobriu um predomínio do WiFi ao redor do planeta.
 
Por predomínio entenda-se o tempo conectado. É natural que o volume de dados transferidos seja maior em redes fixas. Em geral, segundo dados de fabricantes de equipamentos, como a Cisco, 70% do tráfego é pela infraestrutura da rede fixa. Mais do que aproveitar WiFi disponível para baixar ou subir os arquivos maiores, ele já é naturalmente a rede preferencial das pessoas. 
 
Segundo o estudo, em 46 de 95 países avaliados os smartphones estão mais de 50% do tempo conectados por WiFi. Nem todos são a Holanda (70% do tempo), mas há uma grande proporção dos que se situam entre 50% e 60%, como é o caso do Brasil, que aparece em 12o em tempo de uso de WiFi. Por aqui, em cada hora navegada por celulares, 35 minutos são suportados por redes fixas.
 
“Encontramos altos níveis de conexões WiFi tanto em países onde a banda larga móvel é ubíqua como naqueles nos quais a infraestrutura de dados móveis é mais limitada”, diz o relatório Estado Global das Redes Móveis, divulgado nesta quarta, 17/8, pela empresa britânica. 
 
O estudo ressalva que o avanço da tecnologia aproxima a experiência de navegação seja por redes fixas ou móveis. Mas lembra que o acesso via WiFi muitas vezes tem preço imbatível. “As diferenças percebidas devem desaparecer. Em um smartphone, pelo menos, nada distingui conexões 4G de 30 Mbps dos 50 a 100 Mbps de um WiFi. Enquanto planos de dados móveis podem representar parcela significativa da renda, os usuários vão seguir usando WiFi grátis disponíveis.”