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Clipping

07/07/2017 às 20:27

No Twitter, Dilma tira sarro e fala de 'golpe' de Maia contra Temer

Escrito por: Redação
Fonte: Carta Capital

Derrubada pela articulação de seu vice, ex-presidente faz chacota da possibilidade de o presidente da Câmara substituir Temer

A ex-presidenta Dilma Rousseff usou sua conta no Twitter nesta sexta-feira 7 para tirar sarro do presidente Michel Temer, que parece cada vez mais próximo de perder seu cargo. Oficialmente aliado de Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está se cacifando nos bastidores para assumir o Palácio do Planalto.
 
"Desde [Karl] Marx sabemos: a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Golpe 2016: tragédia. 2017: farsa das elites", escreveu Dilma, em alusão à conhecida construção do filósofo alemão Karl Marx no livro 18 Brumário de Luís Bonaparte. 
 
Na sequência, Dilma lembrou o famigerado episódio de dezembro de 2015, quando Temer, ao preparar seu desembarque do governo, escreveu uma carta a Dilma na qual reclamava do desprestígio que dizia sofrer por parte da petista. Na abertura da carta, Temer citou o provérbio em latim verba volant scripta manent, que quer dizer "as palavras voam, os escritos ficam". "Em vez de carta, Twitter; verba volant scripta 
 
As palavras de Dilma são uma referência ao fato de Rodrigo Maia ter usado o Twitter nesta sexta-feira 6 para falar sobre a crise política. 
 
"Precisamos ter muita tranquilidade e prudência neste momento. Em vez de potencializar, precisamos ajudar o Brasil a sair da crise", escreveu o deputado no Twitter, antes de postar a hashtag "#reformas". "Temos que estabelecer o mais rápido possível a agenda da Câmara dos Deputados. Não podemos estar satisfeitos apenas com a reforma trabalhista. Temos Previdência, Tributária e mudanças na legislação de segurança pública", continuou, ao aparentemente lançar uma plataforma de campanha para eventual eleição indireta.
 
Denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, Temer enfrentará uma dura batalha na Câmara, que precisa decidir se autoriza ou não o Supremo Tribunal Federal (STF) e analisar a ação da PGR. Para que a autorização seja dada, é preciso que 342 deputados votem a favor da denúncia. Se isso ocorrer, o caso volta ao STF e, caso a corte aceite, Temer será afastado por seis meses até que o processo seja concluído.