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Clipping

25/06/2015 às 13:11

Obama diz que EUA não espionam mais autoridades francesas

Escrito por: Redação
Fonte: Tele.síntese

Wikileaks divulgou ontem trechos de documentos da NSA que mostram vigilância de líderes da França desde 2006, inclusive através de grampo celular

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou para o presidente da França, François Hollande, para dizer que a NSA, órgão norte-americano de segurança nacional, não espiona mais autoridades francesas. Segundo a assessoria de Hollande, Obama afirmou que a espionagem de aliados seria “inaceitável” e que o país vai cessar com esta prática.
 
O governo francês soltou também comunicado dizendo que chamou o embaixador do país nos EUA para consultas, e que práticas do tipo são intoleráveis. Mas foi cauteloso. Afirmou que um agente do país será enviado para debater o assunto com os americanos, e talvez, ampliar um programa bilateral de inteligência. Um porta-voz francês ressaltou que o país tem laços históricos com os EUA, e que não pretende rompê-los.
 
Ontem o site Wikileaks divulgou documentos que apontam para a espionagem dos últimos três presidentes franceses -  Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e o próprio Hollande – entre 2006 e 2012. os espiões tinham acesso às comunicações dos políticos, registrando inclusive conversas por celular.
 
“Não miramos, nem vamos mirar” as comunicações de Hollande, afirmou hoje, 24, a Casa Branca, para a imprensa. Pelos documentos vazados, no entanto, a NSA teria não apenas vigiado os presidentes franceses, como também o corpo ministerial do país e o embaixador da França nos EUA.
 
Os documentos trazem conversas dos ex-presidentes sobre a crise financeira mundial, a crise da dívida grega, o futuro da União Europeia, a relação de Hollande com o governo alemão de Angela Merkel, entre outras. Um dos documentos relata diálogo que Nicolas Sarkozy teve em 2010 com seu embaixador em Washington, na qual planeja cobrar de Barack Obama sobre a práticas de espionagem em território francês.
 
Com o vazamento, França se junta ao rol dos países aliados dos EUA mas que foram espionados por fins políticos e econômicos pela agência de segurança norte-americana. Brasil e Alemanha são outros dois casos. Os países cobraram mudanças na governança mundial da internet a partir dos vazamentos. (Com agências internacionais)