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Clipping

25/09/2014 às 15:34

Pequeno provedor instala fibra em cidade com 9 mil habitantes

Escrito por: Helton Posseti
Fonte: Instituto Telecom

Fibra ótica já deixou de ser tecnologia disponível apenas nas grandes operadoras há um bom tempo, mas os pequenos provedores agora começam a fibrar cidades tão pequenas quanto a mineira Ipuiuna, de apenas 9 mil habitantes. Quem realizou o feito foi a empresa Nowtech, pequeno provedor de banda larga da região. O investimento foi de R$ 150 mil em uma rede fiber-to-the-home (FTTH) que passa por 1.024 casas da cidade. "A gente fez uma coisa muito ousada", afirma o presidente da Nowtech, Marcelo Couto.

Segundo ele, o equipamento tem capacidade para atender 8 mil clientes, o que seria superir à população urbana de Ipuiuna, de aproximadamente 6 mil moradores. A necessidade de se investir em tecnologia de ponta não é exclusiva das grandes empresas e estar na vanguarda tecnológica passa a ser estratégia de sobrevivência também dos pequenos provedores. "As empresas que não investirem em novas tecnologias, a tendência é se unirem para ficarem maiores", diz ele, que também é diretor de comunicação e marketing da Abrint.

Depois de Ipuiuna, o próximo passo é fibrar mais duas cidades de atuação da empresa: Caldas, de 13 mil habitantes, e Santa Rita de Caldas, de 9 mil habitantes. "No total o investimento vai chegar a R$ 600 mil com quatro mil homes-passed. E estou sendo um pouco mais agressivo, vamos chegar a 70% das cidades cobertas", explica ele. Para 2015, a expectativa é instalar fibra em Ibituruna de Minas, completando assim toda a área de atuação da companhia.

Postes

A principal dificuldade da companhia no projeto de fibra nas três cidades é o uso dos postes. A negociação com a concessionária da região, a Cemig, explica Couto, é longa e complicada. O projeto vai e volta para ser ajustado várias vezes, afirma ele. "Estou amarrado em relação à Cemig, mas até março do ano que vem essas redes devem estar operacionais", estima.

Além do tempo que se gasta para lançar a rede, o uso dos postes também se traduz em um custo significativo para a companhia, de cerca de R$ 8 mil mensais. "Estou prevendo três anos para recuperar o investimento. Existe uma margem de risco razoável, mas a gente está apostando nisso porque conhece o mercado", afirma.