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Clipping

17/09/2015 às 14:53

Presidente da TIM fala da importância da Internet e de serviços como o WhatsApp

Escrito por: Redação
Fonte: Tudo Celular

Ao contrário das declarações retrógradas do presidente da Vivo, a TIM decidiu abraçar a mudança de paradigma no mundo dos telefones. Em uma conversa com jornalistas realizada ontem em Nova York, Rodrigo Abreu, o presidente executivo da segunda maior operadora móvel do país, prevê a “morte” das mensagens de texto (SMS) e aposta no crescimento das receitas com pacotes de dados, como de internet e WhatsApp, para compensar a queda do faturamento mais tradicional, especialmente depois da popularização das ligações de voz. Recentemente, Rodrigo já tinha defendido estes serviços de internet.
 
De acordo com o presidente da TIM o acesso a dados se tornou uma “necessidade básica” para muitos brasileiros. Ele afirmou também que em uma pesquisa recente feita com a população de menor renda do Brasil, para se ajustar à crise, vários gastos foram cortados como as compras de bens duráveis e de roupas, mas o acesso à internet segue como umas das coisas mais importantes do lar.
 
Isso significa que os pacotes de dados vendidos pelas operadoras estão mais protegidos dos efeitos negativos da crise. Ademais, segundo o presidente, estes serviços tem margens maiores de lucro que os de voz. O segmento de internet para celulares vai ultrapassar o faturamento de receitas tradicionais do setor, como voz e SMS, já em 2016, muito mais cedo do que se esperava.
 
Rodrigo afirma que a empresa que não investir em infraestrutura de dados vai perder o bonde da história e será incapaz de competir no setor nos próximos anos. Para ele as empresas devem enfatizar a melhora da cobertura 4G para tornar mais rápida e dinâmica à internet brasileira. Ele também mencionou um acordo fechado entre a TIM e o WhatsApp, ainda que não tenha detalhes sobre o mesmo. É importante lembrar que este tipo de parceria deve ser investigada pelas autoridades, já que elas podem violar o Marco Civil da Internet.
 
Por fim, o presidente voltou a dizer que o tradicional formato de SMS deverá “morrer” em breve no Brasil, da mesma maneira que já está acontecendo no resto do mundo. No mercado brasileiro, o serviço ainda tem sido usado porque muitas pessoas ainda não tem smartphones.