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Clipping

28/04/2014 às 11:21

Rafael Correa nega perseguição à imprensa e diz ser "legítimo ter uma lei de comunicação"

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

Em entrevista ao jornal espanhol El País no último sábado (26/4), o presidente do equador, Rafael Correa, falou sobre as críticas à lei de comunicação e liberdade de expressão dos veículos. Para ele, todo poder necessita de regulação social, o que se faz por meio de leis. 

Correa comparou a medida ao supervisionamento dos bancos, que quando eliminada as leis em 1994, levou à pior crise financeira em 1999. "É perfeitamente legítimo ter uma lei de comunicação, que não é lei de meios, que tem coisas tão positivas como a profissionalização dos jornalistas", declarou.

O chefe de Estado negou que os profissionais de imprensa que criticaram o poder tiveram problemas no país. De acordo com ele, o El Universo foi sancionado depois de dizer em 30 de setembro de 2010, quando ele quase foi assassinado, que havia ordenado uma incursão armada no Hospital da Polícia durante uma revolta policial.

"Isso não é crítica, isso é uma mentira. E que bom que as leis sancionem essa mentira. Um dos problemas da América Latina é que se mente e eu conheço a diferença entre a maioria da imprensa europeia e a imprensa latina", explicou.

Correa mencionou o caso dos jornalistas Fernando Villavicencio e Cléver Jiménez, que o chamaram de genocida à época. "Vocês (os espanhóis) têm um artigo penal muito similar. O El País não contrasta sua informação, que é um dever fundamental profissional", acrescentou.

O diário rebateu a crítica, alegando que não foi o único meio que criticou a lei de Comunicação. O presidente questionou quais eram as falhas da lei. "Existe censura prévia? Bom, sim, existe censura prévia por parte dos donos dos meios de comunicação, por parte dos que financiam a publicidade", disse. 

Segundo Rafael Correa, não há nenhum artigo da lei de comunicação que caminhe contra a liberdade de imprensa. "O maior perigo da Lei de Comunicação é que outros países querem tê-la", concluiu.