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Clipping

28/11/2017 às 20:42

Repórter da ESPN comenta ameaças e ofensas de torcidas

Escrito por: Redação
Fonte: Portal Imprensa

Em entrevista ao UOL Esporte, a repórter Bibiana Bolson comentou as dificuldades que enfrentou na cobertura dos campeonatos de futebol durante os seis meses em que substituiu a colega Débora Gares pela ESPN.
 
Com passagens pelo SporTV e o Esporte Interativo, Bibiana afirmou que mesmo tendo recebido o carinho de muitos torcedores enfrentou a revolta de outros. “Já fui cuspida no estádio, já recebi ameaças de ser abusada: ‘Vou te estuprar’. Muitas ameaças”, contou. 
 
“A gente fica mais exposta. Talvez as ofensas que meus colegas jornalistas homens recebam não sejam tão fortes, porque às vezes um homem lê um tipo de xingamento e não se sente tão agredido. Mas quando uma mulher é chamada de piranha, puta, é mais agressivo, porque a violência não precisa ser apenas física, ela pode ser simbólica também”, explicou.
 
Atualmente, Bibiana está na Universidade de Nova York fazendo um curso com um editor que há mais de 19 anos é editor e escreve para o “New York Times” e afirma que hoje lida muito melhor com esses tipos de situações. “As ofensas são uma forma de violência. Eu já recebi muita ameaça nas redes sociais, e no começo eu ficava muito incomodada e não falava nada. Depois eu vi que precisava expor aquilo. Escrevi uma carta aberta nas redes sociais de um cara que falou: ‘Ah, você nem sabe de nada. Vai só para aparecer no jogo. Não entende de nada’. Hoje eu lido muito melhor com elas. Eu sei que eu tenho para onde correr, denunciar esses crimes”, disse.
 
A repórter afirma que neste momento está desligada do futebol e que a universidade já sinalizou o desejo de tê-la para o programa de doutorado. Estou focada nesse primeiro curso, que termina em meados de janeiro e depois eu vou pensar na minha situação”, comentou. 
 
Bibiana acredita que ter repórteres mulheres é um estímulo para que outras jornalistas possam adentrar o mundo dos esportes. “Eu sempre recebi muitas mensagens de meninas, sobre acharem legal ter mulheres no esporte. E quando surgiu a oportunidade da espnW, vi uma espécie de ponte dessas histórias inspiradoras que temos no esporte com essas pessoas que estão do outro lado também. Não só a figura da repórter, mas uma figura da esportista que batalhou para chegar onde está, tudo o que cerca o esporte. O W tem uma característica de trazer essas histórias inspiradoras, de trazer o que é comum na rotina das esportistas, a esportista que é a mãe, a esportista que casou agora, a esportista que cuida da alimentação. Tudo que cerca esse universo feminino”. 
 
Para ler a reportagem completa, clique aqui