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Clipping

12/04/2010 às 23:51

Sky cobra posicionamento da Anatel para banda larga móvel

Escrito por: Humberto Medina
Fonte: Folha de S. Paulo

Brasília - A Sky, operadora de TV por assinatura via satélite, cobrou da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) uma definição em relação à regras para uso de faixa de frequência que permita maior concorrência no mercado de banda larga sem fio.

A empresa pretende oferecer o serviço por meio da tecnologia Wimax, mas para isso depende que a agência reguladora defina qual a faixa de frequência para esse serviço, quais as regras e certifique os equipamentos.

A discussão sobre o uso da faixa de frequência de 2,5 GHz (gigahertz) para acesso a banda larga sem fio se arrasta há vários anos na agência reguladora. Agora, acontece em meio às discussões do governo sobre um plano nacional para massificar o acesso a internet em alta velocidade.

Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, a Anatel não comentou.

"O consumidor hoje quer uma oferta combinada de serviços. Há uma demanda crescente e queremos um produto complementar à TV por assinatura", disse Roger Haick, diretor da Sky. "A Sky tem interesse em participar desse mercado, que é muito concentrado", afirmou o executivo. "Estamos com a tecnologia pronta para começar", disse.

A operadora realizou testes em Brasília com a tecnologia Wimax e apresentou o resultado para jornalistas e políticos.

A demora da Anatel em regulamentar o uso da faixa e em certificar equipamentos está inserida no contexto da disputa entre as operadoras de TV por assinatura que não usam cabo (como a Sky) e as empresas de telefonia móvel por mais espaço no espectro de faixas de frequência. Quem tiver mais espaço tem condições de oferecer mais serviços a mais clientes, como acesso a internet em alta velocidade.

De acordo com Carlos André Albuquerque, presidente da Neotec, entidade que reúne os operadores de TV por assinatura por meio de MMDS (micro-ondas), a atitude da Anatel, de não tomar decisão sobre o assunto, apenas fortalece a situação as operadoras de telefonia celular, únicas empresas que conseguem fornecer acesso a internet em banda larga sem fio. "É um risco concentrar o poder de uso do espectro em um serviço só", disse o executivo.