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Clipping

17/06/2008 às 08:42

Sky e Abril declaram 'guerra'

Escrito por: Ana Paula Lobo
Fonte: Convergência Digital

A briga relativa à parte de conteúdo no setor de TV por assinatura ganha mais um round. No painel Telebrasil 2008, realizado de 04 a 08 de junho, na Costa do Sauípe, na Bahia, o diretor dos Canais Abril, Antré Montovani, denunciou a postura da Sky - que retirou o sinal da MTV Brasil da sua grade, com exceção da grande São Paulo. O executivo classificou a medida como uma "postura arrogante de quem detém o meio de distribuição via satélite".

A Sky, em nota oficial publicada nos grandes jornais nesta segunda-feira, 16/06, diz que a retirada do canal ocorreu por "abuso de preço e por imposição de distribuição de dois outros canais da empresa - Fiz e Ideal". Briga é tão somente mais um round em torno do PL 29, que aguarda votação na Câmara Federal.

A postura da Sky - denunciada por André Mantovani no Painel Telebrasil 2008 - foi considerada pelo relator do PL 29, deputado Jorge Bittar, do PT/RJ, abusiva e inexplicável. A briga deixou os bastidores do setor e foi para as páginas das principais publicações do país.

No final de semana, a Abril - através da revista Veja - denunciou a postura da Sky, que é dominante na distribuição do sinal de TV por Assinatura via satélite no país. Nesta segunda-feira, a Sky reagiu e, por meio de comunicado oficial, lançou a sua defesa.

A empresa argumenta que "há oito meses negocia a renovação do contrato de distribuição do Canal MTV Brasil, sem sucesso". Diz ainda que durante todo o período de negociação, a MTV teria condicionado, por escrito, à renovação do contrato à distribuição de mais dois canais - Fiz e Ideal - "com um aumento ainda mais exorbitante dos custos, o que poderia até quadruplicar o custo atual".

Sendo assim, informa ainda a sky, a empresa "foi forçada a declinar dessa proposta abusiva, que fatalmente terminaria por onerar os assinantes".  A questão de distribuição de conteúdo é um dos pontos mais polêmicos do Projeto de Lei 29, que em função do entrave surgido na radiodifusão, está "parado" na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Federal. Há uma divisão entre as partes.

Há quem defenda a separação do PL em duas partes- uma de infra-estrutura e outra de conteúdo - e outra que não aceita esta divisão em hipótese alguma. O ponto crítico com relação ao conteúdo é, exatamente, a imposição de cotas para a veiculação de conteúdo nacional. Nesta semana haverá mais um esforço para que o PL 29 possa seguir adiante na Câmara.