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Clipping

08/01/2014 às 11:31

Smartphones e tablets continuam sendo destaques em feira dos EUA

Escrito por: Redação
Fonte: Correio do Brasil

A feira CES (sigla para Consumer Electronics Show), em Las Vegas, é um dos mais importantes encontros do setor de tecnologia da informação (TI), ao lado da CeBIT, em Hannover, da IFA, em Berlim, e do Mobile World Congress, de Barcelona. Realizada sempre no começo do ano, atrai cerca de 150 mil visitantes.

Desta vez não será diferente. "Muitos fabricantes de TI, eletrônicos de consumo e da indústria da telefonia móvel aproveitam a CES, como a primeira feira do ano, para apresentar novos produtos e tentam ditar as tendências do ano", diz Volker Zota, repórter da c't, revista alemã especializada em informática. "Sobretudo as empresas jovens querem deixar uma boa impressão."

As principais vedetes do evento, que abre suas portas oficialmente nesta quarta-feira, continuam sendo os tablets e os smartphones, os grandes vendedores nos últimos anos, com as maiores taxas de crescimento no mercado.

Especialmente a China está diante de uma explosão de consumo, com a transferência da revolução do smartphone das grandes cidades para o campo, prevê Steve Koenig, um dos principais analistas da organizadora da feira, a CEA. Segundo ele, os EUA terão que se contentar com o segundo lugar no negócio global de eletrônicos.

O boom nos mercados emergentes não trará à indústria um aumento substancial no faturamento, porque os dispositivos baratos é que são os mais procurados nesses mercados. Dos mais de 1,2 bilhão de smartphones que serão comercializados neste ano, pelas estimativas da CEA, cerca de 70% serão comprados nessas regiões, particularmente na Ásia. Assim, o preço médio mundial de um smartphone cairá de 444 dólares, em 2010, para 297 dólares.

Koenig prevê tendência parecida entre os tablets. "Para penetrar profundamente nos mercados desses países, você precisa de aparelhos baratos." Entre os tablets, isso geralmente é o caso de aparelhos com tela menores. Mas, mesmo num mercado rico como os EUA, dispositivos com telas abaixo de dez polegadas são responsáveis por cerca de dois terços do mercado.

Smartphone como central de controle

Mesmo que os especialistas prevejam para a Ásia as maiores taxas de crescimento, o mercado de smartphones nos países industrializados está longe de estar saturado. Esses celulares inteligentes ganham cada vez mais funções, e quanto mais aparelhos domésticos puderem ser conectados em rede através da internet, mais importantes eles se tornam.

- Smartphones e tablets são a central de controle de todos esses dispositivos conectados - diz o economista-chefe da CEA, Shawn DuBravac. Um aparelho de ar condicionado conectado à internet pode ser acionado pelo dono da casa, através do celular, mesmo antes que ele chegue ao lar.

O fabricante coreano Samsung, número um nas vendas de smartphones, também quer ter um papel de liderança nos aparelhos domésticos conectáveis à internet. Os sul-coreanos apresentam na CES a plataforma Samsung Smart Home, através da qual todos os eletrodomésticos podem ser controlados, desde a geladeira até o aspirador de pó robótico, passando pela máquina de lavar.

Os dispositivos podem recolher diversas informações sobre seus usuários, tornando-se potenciais alvos para ladrões de dados pessoais. Entretanto, DuBravac acredita que a maioria dos usuários vai se importar mais com o conforto adicional que os aparelhos proporcionam que com os possíveis riscos.

Telas flexíveis

Em relação aos televisores, a conexão com a internet já é uma tendência consolidada. Em 2010, apenas 4,1 milhões de TVs e outros dispositivos de vídeo estavam conectados à internet nos lares alemães. Em 2013 já eram mais de 14 milhões de aparelhos, segundo a associação da indústria alemã de TI, a Bitkom.

Mas as vendas vêm entrando em estagnação. Grandes eventos esportivos, como os Jogos Olímpicos de Inverno e a Copa do Mundo, devem proporcionar novos impulsos nas vendas, enquanto os fabricantes introduzem aparelhos com tela flexível, eesolução HD quádrupla e telas de diagonal de até 2,66 metros.

Curiosamente, poucos dias antes do Salão do Automóvel de Detroit, a CES também está, cada vez mais, tornando-se uma plataforma para o carro conectado à rede. A montadora alemã Audi anunciou uma parceria com a Google, que trará o sistema operacional móvel Android aos sistemas de entretenimento e informação de seus veículos. E a gigante General Motors apresenta para a próxima edição do seu carro esportivo Corvette Stingray um gravador que registra imagens, sons e informações sobre a viagem do veículo.