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Clipping

23/11/2006 às 10:55

Telefônica nega recuo; lançamento de TV é questão estratégica

Escrito por: Redação
Fonte: Agência Estado

A Telefônica afirmou que o lançamento do serviço de TV por assinatura, com base na parceria com a Astralsat, é uma decisão comercial e que a oferta não teve início hoje, ao contrário do que foi noticiado no final de semana. O diretor de regulamentação da operadora, Marcos Bafutto, nega que tenha voltado atrás na decisão de oferecer o pacote de TV paga em razão da polêmica que surgiu com a expectativa da estréia do serviço e que levou a Associação Brasileira das Empresas de TV por Assinatura (ABTA) a registrar queixa na Anatel sobre o assunto e a uma rápida reação pelo Ministério das Comunicações. O executivo da Telefônica disse que o início da operação comercial "é uma questão estratégica". Questionado, ele admitiu que estivesse oferecendo a assinatura da TV via satélite para qualquer funcionário da empresa. "É um jeito dos empregados participarem do processo." Apesar de estarem preparados para colocar o produto no mercado quando desejarem e de terem divulgado informe publicitário nos jornais de circulação nacional desta terça-feira sobre a legalidade desse iniciativa (quando ela ocorrer), Bafutto destacou que "não há, pela Telefônica, qualquer intenção de afrontar a Anatel". O lançamento do serviço de TV paga por satélite (DTH) neste momento pela Telefônica ocorreria com base na parceria comercial com a Astralsat. Entretanto, o tema tornou-se polêmico. A operadora solicitou uma licença própria de DTH à Anatel, mas o assuntou ainda está sendo analisado pelo órgão. Por isso, a utilização do acordo com a Astralsat seria uma forma de a empresa antecipar seu posicionamento em TV paga. No entanto, o Ministério das Comunicações congelou hoje cedo a concessão de licenças de satélite, sob o argumento de que criou uma comissão para reavaliar as regras dessa tecnologia, que serão alvo de uma portaria. A medida é uma resposta às iniciativas do grupo espanhol. O ministro Hélio Costa foi bastante enfático. "Ela (Telefônica) vai ter que esperar, porque não pode autorizar o que não tem lei nesse País", afirmou ele. "Queremos evitar que haja um fato consumado", completou. Bafutto ressaltou ainda que não há intenção de lançar nenhum serviço com a TVA, apesar de a Telefônica ter afirmado em seu comunicado de hoje que seria possível oferecer TV paga também com base no acordo comercial com a empresa, embutido no processo de aquisição. Embora o processo da Telemar seja diferente, o diretor de regulamentação da operadora, Alain Rivière, afirmou que a Telefônica está correta na iniciativa de buscar caminhos legais para oferecer pacotes 'triple play', uma vez que essa é a tendência do setor. O conselheiro da Anatel, Pedro Jaime Ziller, disse hoje que o acordo comercial com a Astralsat exigiria anuência prévia da agência. A Telefônica, no entanto, não entende o assunto dessa forma. A companhia defende que, por se tratar apenas de uma estratégia comercial, o assunto demanda análise do Cade, cuja instrução precisa ser feita pela própria agência reguladora. Bafutto ressaltou que os documentos encaminhados à Anatel, portanto, tem por objetivo atender à análise concorrencial, que é feita posteriormente, e não solicitar anuência prévia. Bafutto, Ziller e Rivière participam hoje do 8º Encontro Tele.Síntese, organizado pela Momento Editorial.