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Clipping

28/04/2016 às 18:03

Telefônica Vivo não desiste da franquia na banda larga fixa

Escrito por: Ana Paula Lobo
Fonte: Convergência Digital

A Telefônica Vivo não vai desistir de discutir o limite na banda larga fixa, mesmo diante da repercussão negativa junto aos consumidores. A afirmação foi feita pelo presidente da operadora, Amos Genish, em teleconferência de resultados, realizada nesta quinta-feira, 28/04. O executivo salientou que a discussão está acontecendo, neste momento, em outros países, como Estados Unidos e Canadá.
 
"Vemos como algo positivo o debate no Brasil a respeito do modelo correto sobre a maneira que diferentes usuários se beneficiam de diferentes pacotes, e não um aumento do preço médio para todos", afirmou o executivo. Genish também disse estar otimista em relação ao parecer futuro da Anatel sobre o assunto.
 
"A Anatel está liderando esse processo e deve regular a questão nos próximos meses. Devemos esperar pacientemente a visão da Anatel, que deve ser bastante equilibrada", acrescentou. "Estou otimista que a discussão levará a um resultado positivo para todos, de operadoras para usuários", ponderou ainda o executivo.
 
Para analistas, Genish destacou ainda que é preciso levar em conta o fardo da tributação imposta ao serviço da banda larga, que ultrapssa os 40% e encarece os custos para o consumidor. Não por acaso, pontuou o presidente da Telefônica Vivo, o governo tem tentado liderar planos de universalização de banda larga, mas nenhum com sucesso. "A razão principal para isso é que não conseguiram convencer as operadoras que as condições são boas o suficiente para participação voluntária".
 
Com relação ao novo modelo para o setor de Telecomunicações, Genish disse que  qualquer resultado das negociações para renovar as concessões de telefonia fixa deve ser melhor do que o arranjo atual. O ponto de discórdia nas discussões tem sido a avaliação de ativos que o governo garantiria a operadoras em troca do compromisso de investir mais em banda larga para regiões remotas, disse Genish, acrescentando que "faz sentido" adiar quaisquer decisões até o fim do ano, em função do momento atual político do Brasil.
 
*Com agências de notícias