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Clipping

15/09/2017 às 20:39

TVT e Rádio Brasil Atual estreiam programa diário ?Papo com Zé Trajano?

Escrito por: Antonio Pacheco Jordão e Paulo Donizetti de Souza
Fonte: RBA

Com mais 50 de anos de jornalismo, José Trajano não descansa. Quer estar na linha de combate ao cerco da mídia tradicional. 'Unidos, a gente pode. Aprendi assim, vou ficar velho e morrer assim: na luta'. Futebol, cultura e política de 2ª a 6ª feira, 18h45

Perto de completar 71 anos, em outubro, e com mais de 50 anos de profissão aprendida nas melhores escolas de jornalismo e da vida, o jornalista José Trajano se prepara para desfrutar uma experiência inédita. Sua estreia nesta segunda-feira (18), em transmissão simultânea na TVT e na Rádio Brasil Atual – e também nas redes sociais desses veículos e na página da Rede Brasil Atual –, será a celebração de um “namoro” que vinha sendo cultivado desde sua saída da ESPN Brasil, no ano passado.
 
O programa Papo com Zé Trajano vai ao ar de segunda a sexta-feira e, como ele diz, será uma porta de entrada para o Seu Jornal, que começa em seguida, às 19h, na primeira emissora de canal aberto do país gerida por entidades de trabalhadores – os sindicatos dos Metalúrgicos do ABC e dos Bancários de São Paulo –, também mantenedores da Rádio Brasil Atual e desta RBA.
 
Nesta entrevista, Trajano lembra bons momentos da profissão, fala com carinho da experiência na imprensa alternativa nos anos 1970, com o jornal Ex- e seus 17 números (o último, sobre o assassinato de Vladimir Herzog, foi apreendido “na máquina”) e do período em que trabalhou com Darcy Ribeiro: “Quem convive com o Darcy fica vacinado pelo resto da vida, para se preocupar exatamente com essas questões: com o índio, com a mulher, com os direitos do trabalhador, com os brasileiros. A minha escola vem de Darcy Ribeiro”.
 
E vem daí sua disposição de fazer parte de um desafio que envolve mais um enfrentamento democrático em torno de um projeto de nação. “Temos um governo ilegítimo, cercado de gente da pior espécie. Direitos do trabalhador estão sendo aviltados com essa reforma trabalhista e a reforma da Previdência, que atingem a toda a população. Estamos vendo matança de índios, devastação da Amazônia, a mineração cobrindo a floresta. Ou seja, está tudo errado.”
 
Trajano mostra muita disposição para, junto com setores da mídia ainda tratados por alguns como “alternativos”, travar a batalha pelo alcance de um grande público, interessado em consumir informação que não está na bolha da imprensa comercial. “Podia estar quietinho em casa, de bico calado, tentando fazer um frila aqui, outro ali. Mas prefiro estar na linha de frente, na linha de combate, ainda acreditando que a gente possa, unidos, romper com algumas coisas, combater outras. O que vou fazer? Aprendi assim, convivi assim, vou ficar velho e morrer assim: na luta.”
 
Como? Fazendo o que mais gosta, com 15 minutos diários falando de futebol, música, cultura e política. E para ser um bate-papo, diz, o pessoal tem que participar. “Tomara que venham perguntas, informação e muita inquietação para que eu possa transmitir nesse papo com Trajano. Com Zé Trajano. Agora tudo meu é Zé.”
 
Leia a entrevista:
 
Como essa experiência com a TVT entra na sua vida, Trajano?
 
O namoro já era antigo, mais ou menos um ano, desde que saí da ESPN. Ainda bem que apareceu na minha vida, que esse namoro começou, e vai acabar em casamento, porque tem tudo a ver com a minha maneira de pensar, com o que eu vinha falando, fazendo, postando, colocando. A TVT vem em boa hora.
 
O que significa para um jornalista experiente como você soltar a voz na primeira emissora dos trabalhadores do Brasil?
 
É bom a gente experimentar um pouco de tudo. Já fiz jornalismo impresso, rádio, televisão. Ainda não tinha passado por essa experiência, que é completamente diferente, falar para um público diferente, e que gosta de informação, tenho absoluta certeza. Por isso, vou fazer um trabalho bem diversificado. Vou falar de música, de futebol, de política. Espero que o pessoal goste. É uma experiência e tanto, uma novidade na minha carreira de 50 e tantos anos.
 
Como é ter a liberdade de comandar sua própria pauta, de acordo com o que você lê, sente, pensa e acredita?
 
É difícil encontrar hoje um lugar onde você possa exercer a sua atividade jornalística com essa liberdade. Na verdade, está praticamente impossível. É uma oportunidade muito rica de preparar uma pauta para mim, de falar dos assuntos que me interessam. E os assuntos que me interessam, tenho certeza, interessam também a muita gente. É um casamento perfeito.
 
As pessoas o conhecem pelo jornalismo esportivo. Pouca gente sabe desse seu lado em defesa da democracia, de abordagem humanista, não é?
 
É bom perguntar isso, porque tenho uma experiência pessoal muito rica, que fez de mim uma outra pessoa. Convivi um ano e meio com o grande mestre Darcy Ribeiro. Foi um privilégio que tive, e pouca gente teve essa oportunidade. Quem convive esse tempo com o Darcy fica vacinado pelo resto da vida, para se preocupar exatamente com essas questões: com o índio, com a mulher, com os direitos do trabalhador, com os brasileiros. Ele era uma cabeça que se preocupava com tudo isso. A minha escola vem de Darcy Ribeiro.
 
Darcy tinha esse olhar para o seu povo, de construção de um projeto de nação. Como vê esse objetivo hoje?
 
Ele vem de uma estirpe de Anysio Teixeira, seu mestre, e Paulo Freire, seu contemporâneo. São grandes pensadores do Brasil. Darcy dizia que o Brasil poderia ser a Roma dos trópicos, mas estamos vivendo tempos muito difíceis. Temos um governo ilegítimo, cercado de gente da pior espécie. Temos os direitos do trabalhador sendo aviltados, com essa reforma trabalhista e a reforma da Previdência, que atingem a toda a população brasileira. Estamos vendo matança de índios, devastação da Amazônia, com a mineração cobrindo a floresta como bem entende. Ou seja, está tudo errado. Não posso ver com bons olhos. Temos eleição no ano que vem e não sabemos nem se o Lula, que lidera as pesquisas, vai poder ser candidato. Há um grande ponto de interrogação. Estou muito preocupado. Vou fazer 71 anos e gostaria de ter uma velhice mais tranquila, vivendo num país melhor, mas está difícil.
 
Então vai continuar dedicando sua vida à resistência democrática e da cidadania no Brasil?
 
Podia estar quietinho em casa, estar recolhido em uma cidade do interior. Podia estar de bico calado, tentando fazer um frila aqui, outro ali, só para poder ter um dinheiro para sobreviver, já que a aposentadoria é uma merreca. Mas prefiro estar na linha de frente, na linha de combate, ainda acreditando que a gente possa, unidos, romper com algumas coisas, combater outras. O que vou fazer? Aprendi assim, convivi assim, vou ficar velho e morrer assim: na luta.
 
O que vai ser o primeiro programa na TVT?
 
O primeiro programa será neste 18 de setembro, uma data importante para mim, aniversário do meu America. O America é um pequeno clube, hoje, mas já foi muito grande. Carioca, foi campeão sete vezes. Um time que teve Lamartine Babo, Silvio Caldas, Francisco Alves, Mario Reis, todos torcedores. Mais recentemente, teve Tim Maia. Já escrevi até um livro contando a história do clube, e do bairro onde o time foi criado, a Tijuca. Então, vou falar do aniversário do America, por que não? Um dia antes, o time vai disputar a final da série B do campeonato estadual. Quem sabe possa já vibrar com o América voltando para a série A do carioca...
 
Mas é o dia também do início da televisão no Brasil, que foi na TV Tupi, no Sumaré, quando Assis Chateaubriand, o Chatô, pegou uma garrafa de champanhe, animado com a inauguração da TV no Brasil e quebrou numa câmera, como na tradição de se batizar um novo navio. Quebrou não só a garrafa como a própria câmera, que era muito cara na época.
 
Vou falar do nascimento de outro Trajano, meu xará, o imperador de Roma, e também da reforma trabalhista, do que está acontecendo com o Lula, com o José Dirceu. Vou falar do campeonato brasileiro, que tem rodada no fim de semana, e da Copa do Brasil, que tem rodada na quarta. Vou falar da Liga dos Campeões, dos campeonatos internacionais. Tem muita coisa para falar...
 
Você estreou em rádio na Rádio dos Bancários, em 1992, num horário alugado na Rádio Gazeta pelo Sindicato dos Bancários, não é?
 
Foi, foi. Junto com Colibri (Oswaldo Colibri Vitta, da Rádio Brasil Atual), Sérgio Pinto, João de Barro. Ficava num prédio antigo ali no centro, em cima do restaurante Guanabara, em pleno Vale do Anhangabaú... 1992... puta que pariu...
 
A propósito, numa entrevista sua à Revista dos Bancários, um pouco antes da Copa de 2006, você se dizia desiludido com a política, que não queria saber mais, porque as coisas não andavam com a velocidade que muita gente de esquerda imaginava, as alianças do primeiro governo Lula não eram animadoras...
 
Se eu estava decepcionado 11 anos atrás, quando as coisas andavam bem (eu queria mais!), imagine hoje. Eu reclamava das alianças divergentes do projeto político que a gente imaginou, com esse pessoal que está aí até hoje, que deu o golpe. Hoje é um desencanto total. Houve um golpe, o ilegítimo assumiu a Presidência cercado dessa mesma gente que está no poder faz muito tempo, tipo o Romero Jucá. Ele esteve com FHC, Lula, Dilma e é braço direito do Temer. Foi “líder” de todo mundo. Estou muito triste, principalmente, a partir do golpe que foi armado contra a Dilma para impor esse governo ilegítimo.
 
Você continua desiludido? Como você vê as necessidades da luta política para o povo brasileiro? Afinal, a forma como a política tem sido tratada pelos principais canais de comunicação leva a esse descrédito. É esse o objetivo desses fazedores de comunicação?
 
Há um sentimento no país de colocar a política de lado e dizer que isso não presta. É o não-político. Isso é uma mentira. É gente do tipo do (prefeito de São Paulo) João Doria, que tenta posar de não político, mas que é antes de qualquer coisa um político, porque se faz política a qualquer hora. Então, não venha com essa história.
 
Muita gente fraquejou, muita gente decepcionou, mas ainda tem muita gente boa e decente. Agora, para 2018, a gente tinha que ter um projeto. Não é só a eleição, que é fundamental. É de presidente, governador e Congresso. Então, se a gente reclama tanto desse parlamento miserável, é importante que tenhamos um Congresso bem melhor.
 
É preocupante o que temos pela frente, vivemos em um momento de exceção, na ditadura do Judiciário, que pinta e borda e faz o que quer. Então, vivemos um momento terrível e não vejo coisa boa que vem pela frente. Mas não vamos desistir, estamos na luta. Os mesmos que estão julgando o Zé Dirceu (e pedindo 41 anos de prisão!) irão julgar Lula. Não vejo com bons olhos. É tudo para impedir que o Lula possa ser candidato em 2018.
 
Sobre o Rio de Janeiro, que está em situação dramática, é possível associar a situação do estado com a quebra do setor de petróleo e gás e da indústria naval?
 
Sim, é verdade. Há uma grande discussão sobre isso. Mas, além de que é fundamental para a economia do estado, que precisa dos royalties do petróleo para manter o equilíbrio, houve a administração Sérgio Cabral, que foi uma vergonha. Nós temos dois ex-governadores na cadeia: Cabral e Garotinho. E o Pezão que se cuide.
 
É o estado onde eu nasci – nasci na Tijuca –, e lamento que estejamos vivendo uma violência desenfreada, o fiasco e a falência dos projetos de UPPs, os administradores de quinta categoria. O vice-governador é Francisco Dorneles, uma múmia. O Pezão não tem a menor condição de dirigir o estado. O Rio foi atingido pela crise da indústria naval, mas a roubalheira e incapacidade dos administradores é responsável pela tragédia carioca.
 
Associando a situação do país com a do futebol, que continua sendo gerido pelas mesmas pessoas de sempre, como você acha que estaria hoje o seu amigo Sócrates, que era engajado nesses dois universos, se estivesse entre nós (hoje teria 63 anos)?
 
Acho que ele estaria triste, como eu. Desanimado, mas na luta. Ele estaria tentando ir na frente, provocando grupos de discussão, indo a palestras, participando de encontros – mas com certeza estaria decepcionado com os rumos dessas duas coisas. Sócrates foi uma figura maravilhosa, um dos caras mais generosos que conheci na vida. Convivi muito com ele, foi um grande amigo. Ele estaria sofrendo, mas ainda na linha de frente e combatendo.
 
Outro assunto de que falamos lá atrás, na Revista dos Bancários, era sobre a seleção de 2006, que tinha acabado de ganhar a Copa das Confederações e você dizia que “o salto alto” era perigoso (a seleção acabou eliminada pela França nas quartas de final). Neste ano, a seleção está novamente em alta, invicta há dez jogos nas eliminatórias, com os torcedores voltando a ter gosto de ver. Isso pode encobrir alguma dificuldade em 2018?
 
Em 2006 havíamos ganhado com sobras a Copa das Confederações, que impressiona, mas não diz nada. Copa do Mundo ganha aquele que estiver melhor naquele mês, não a melhor seleção. Às vezes você vai bem até a beira da Copa, mas não dá certo. Em 1982, a gente tinha um time que era o máximo, jogadores brilhantes, mas naquele dia contra a Itália quebrou a cara. A Itália não tinha ganhado de ninguém, e naquele jogo deu tudo certa pra eles e não deu nada certo pra nós.
 
Essa atual geração não é ruim. Temos um grande jogador – mascarado, vá lá –, mas um grande jogador mesmo, um dos melhores que já vi: o Neymar. Você tem esse grande jogador e outros bons jogadores. O Tite é um bom técnico, mas não quer dizer que já possamos pôr a faixa de campeão. Um time que tem me impressionado muito é a França, com uma garotada rápida e envolvente.
 
Mas ganhar a Copa encobre os problemas do Brasil? Não. Copa é aquilo ali. O futebol não é o ópio do povo, a gente pode cantar e comemorar um título, mas depois tudo volta ao normal. É um período anormal em que temos direito de sonhar, sambar e fazer o que quiser.
 
Por exemplo, se a Copa fosse agora e o Brasil, campeão do mundo, você acha que ia apagar a tragédia do governo Temer? Ou com os direitos trabalhistas? Você acha que ia apagar a perseguição aos índios e à mata amazônica? Não. Poderia ser campeão, mas isso ainda estaria em primeiro plano.
 
Os técnicos do Brasil, todos, reclamam da falta de organização do nosso futebol. Mas quando chegam ao topo, na seleção, esquecem tudo isso. Todos. Nunca vimos um técnico liderar um movimento a partir da seleção para pedir mudanças.
 
Nem o Tite. Antes de ele ser técnico, ele assinou um abaixo-assinado contra o Marco Polo Del Nero (que é acusado de corrupção e não pode sair do Brasil para não ser preso pela Interpol). Ele entrou na seleção e não fala mais nada disso, quer separar a política da CBF do time. São acovardados. O único cara que falava era o João Saldanha, por isso foi derrubado. Os outros são cordeirinhos. Futebol é um reduto de reacionários. O esporte é isso. Poucos atletas se manifestam sem medo de perder patrocínio. Tem a Joanna Maranhão, o Murillo do vôlei, o Paulo André do futebol. Mas você conta nos dedos as exceções.
 
E o Bom Senso Futebol Clube acabou...
 
O Bom Senso era formado praticamente por ex-jogadores, porque aqueles que jogavam tiravam o corpo fora com medo de sofrer represálias do clube e do patrocinador. Então, virou reduto de ex-jogador. Depois da Democracia Corintiana – que tinha uma atuação no âmbito do clube –, o único movimento que surgiu foi o Bom Senso, que era brigar pela categoria e propor mudanças, mas deu com os burros n’água. É um mundinho complicado. E eles se aproveitam do esporte para se eleger na política. Romário, João Leite, Danrlei, Kalil, até o Jardel. Tem jogadores que se aproveitam. Aqui teve o Ademir da Guia, um gênio no futebol, mas um zero à esquerda na política. Foi acusado de pegar grana dos funcionários do seu gabinete. Isso acontece muito.
 
Falando em “ex”, fale sobre o antigo jornal Ex-, que foi um dos principais veículos da imprensa alternativa dos anos 70. Como você a atuação da imprensa hoje chamada de alternativa de travar, como naquela época (anos 1970), uma batalha de resistência democrática?
 
Dá pra fazer um paralelo, mas há diferença. Primeiro, eram produtos impressos, sem internet. Fácil para as autoridades de censura pegarem. O Ex- acabou na “boca da máquina”. Depois que morreu o Vladimir Herzog, fizemos mais uma edição. O Ex- número 17 foi apreendido na boca da máquina e não tínhamos mais dinheiro. Foi uma experiência rica para mim. Vim morar em São Paulo e aprendi com grandes jornalistas que tinham feito a revista Realidade. Como não fiz faculdade, a minha universidade foi feita com eles, com Sérgio de Souza, Narciso Kalili... Eles me incentivaram a fazer um jornalismo investigativo, batalhador.
 
Hoje, a imprensa grande tem o poder e a resistência se dá nas redes sociais, através de blogs e sites. Se juntar O Cafezinho, Nocaute, TVT, Rede Brasil Atual, Brasil 247, entre tantos outros, se fizer uma junção de tudo é uma força grande de resistência. Mas enfrentam uma guerra poderosa, contra uma Globo que é muito gigante – não é só TV, é jornal, é portal, é rádio, são as retransmissoras regionais... Ainda bem que existe essa resistência, onde se pode ler, ouvir e ver o que realmente se passa, sem se prender a essa mídia comercial que ainda faz a cabeça de muita gente no país.
 
Com tanta coisa acontecendo no país, no futebol, na cultura, esses 15 minutos de programa bastarão para você?
 
Acho que dá, porque 15 minutos na televisão e no rádio é tempo pra chuchu. Se ficarmos 15 minutos calados, todo mundo dorme, e com 15 minutos falando uma coisa atrás da outra é muito tempo. Com uma reportagem de cinco minutos nos jornais televisivos as emissoras já reclamam. Eu gosto de reportagem grande, dá pra dar mais liberdade para a equipe produzir coisas boas, mas o pessoal quer coisas de um minuto e meio, dois minutos.
 
Então, em 15 minutos dá pra contar muita coisa. E abrindo o jornal! Na verdade eu não me vejo fora do jornal. O papel que eu vou fazer na TVT é abrir a porta, dar boas-vindas ao Seu Jornal. E quero também que o público mande sugestões, ideias. Afinal de contas serão 15 minutos de Papo com Zé Trajano. Para ser um bate-papo o pessoal tem que participar.
 
Tomara venham perguntas, informação e muita inquietação para que eu possa transmitir nesse papo com Trajano. Com Zé Trajano. Agora tudo meu é Zé.