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Clipping

11/09/2014 às 06:05

XX Seminário de Jornalismo na Amazônia tem início, em Manaus

Escrito por: Redação
Fonte: G1

Maríndia Moura falou sobre as peculiaridades do jornalismo na Amazônia. Carlos Eduardo Éboli trouxe a experiência de quatro Copas do Mundo.

Teve início nesta quarta-feira (10), o XX Seminário de Jornalismo na Amazônia. Em três noites, o evento conta com palestras de profissionais da Rede Globo e afiliadas, que compartilham experiências e trocam ideias com outros profissionais e estudantes de jornalismo. O evento acontece também nesta quinta (11) e sexta (12), no Studio 5 Centro de Convenções. A produção jornalística regional e a cobertura esportiva foram temas da noite de abertura.

Nesta quarta, a repórter da TV Rondônia Maríndia Moura, abriu o seminário, falando sobre "O telejornalismo na Amazônia e os contrastes regionais". Mostrando suas reportagens que foram destaque no Jornal Nacional, ela falou sobre os desafios de se fazer jornalismo na Amazônia.

Ao G1, ela falou sobre a felicidade de ser convidada a participar do evento. "Estou muito feliz. Para mim, esse 2014 está sendo maravilhoso profissionalmente. Primeiro, porque eu fiz uma das maiores coberturas da história, que foi a da cheia em Rondônia. Foram quatro meses de matérias do Bom Dia Brasil ao Jornal Nacional, basicamente todos os dias. Segundo, porque participei da cobertura da Copa do Mundo em Manaus; e agora esse convite para participar do Seminário", disse.

Maríndia explica que o tema surgiu da necessidade de mostrar, tanto para estudantes quanto para profissionais, que a Amazônia é um terreno diferente, onde se faz um jornalismo diferente. "Vim compartilhar um pouco do que eu conheço sobre Amazônia, do trabalho que faço há 21 anos na TV Rondônia. E a gente sabe que a nossa cobertura de Amazônia é diferente dos outros estados. Temos as nossas peculiaridades. Quero incentivar os estudantes de jornalismo, para saberem o que têm pela frente, e o quão difícil é pra gente fechar uma matéria que o pessoal olha e fala 'ah, um minutinho e trinta no Jornal Nacional', mas que na verdade leva dias para ser concluído", explicou.

Além da palestra, ela tem uma reportagem concorrendo ao prêmio Milton Cordeiro de Jornalismo, que acontece no último dia do seminário. A reportagem é sobre a enchente em Rondônia, que segundo Maríndia rendeu um conteúdo que vai muito além do que todos viram no Jornal Nacional. "Um grande profissional leva lições para a vida. O que eu vi, por exemplo, nessa enchente vou levar para a vida inteira. Porque você ver a tristeza, a tragédia, a lágrima nos olhos das pessoas que estão sentadas no meio da calçada, com a casa toda inundada, sem ter o que comer, sem ter para onde ir, dependendo de abrigo público, perder tudo, são lições para o pessoal e para o profissional", concluiu.

Esportes

Fechando a primeira noite do evento, o Âncora do CBN Esportes, Carlos Eduardo Éboli levou ao público as experiências das quatro Olimpíadas e quatro Copas do Mundo que tem no currículo, com enfoque especial para a última, vivenciada no Brasil.

Com o tema "O impacto do Rádio na Cobertura Esportiva", Éboli, que está pela primeira vez em Manaus, falou sobre a importância de debater além do esporte, o jornalismo esportivo. "Hoje é uma oportunidade de debater o jornalismo esportivo. É fundamental você trocar essa informação, porque o jornalismo passa por um momento muito importante, com muitas mídias, muitas oportunidades. A gente tá passando por um momento de coberturas importantes. Viemos de uma Copa do Mundo, teremos pela frente uma Olimpíada, então são grandes testes para a cobertura esportiva brasileira, para testar o conhecimento dos nossos profissionais, a capacidade das nossas empresas. Acho que o momento é agora para discutir muito o jornalismo esportivo", disse ao G1.

Éboli é crítico quanto ao modo como o país se divulga, e apoia a discussão sobre o assunto no seminário. "A Copa do Mundo contribuiu muito para divulgar mais a imagem de uma região importantíssima. É o momento de a gente discutir como é que divulgamos o nosso país, como passamos as informações sobre o nosso país. Eu tenho muitas críticas a respeito disso, a gente vende muito mal o nosso país, internamente inclusive. A gente tem que saber tirar proveito de mecanismos como as redes sociais", completou.

Ele ressaltou a satisfação de participar do XX Seminário de Jornalismo na Amazônia. "É maravilhoso participar de um evento como esse. Quando recebi o convite, fiquei super satisfeito, orgulhoso. Nem pensei duas vezes. É fundamental você trocar informações, você unir forças. Tem que ter um sentimento de unidade em todo o país", afirmou.

Pela primeira vez em Manaus, Éboli, que já teve a oportunidade de conhecer todas as regiões do país, elogiou a gastronomia manauara. "Deu para comer muito bem. Comemos uma costela de tambaqui e um bolinho de pirarucu. Acho que pela gastronomia você tem a oportunidade de conhecer a cultura daquele local. É uma porta para você conhecer algumas características locais. Estou há algumas horas em Manaus e já estou maravilhado", concluiu.

Palestras

O XX Seminário de Jornalismo na Amazônia continua nesta quinta-feira, com a repórter especial da TV Globo, Beatriz Castro, falando sobre "Como conciliar a produção das reportagens para os jornais de rede e também fazer um programa ambiental", além do também repórter especial da TV Globo, Francisco José, falando sobre "As grandes reportagens no Nordeste e pelo Mundo". A primeira palestra começa às 19h.