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sexta, 10 de setembro de 2010
NotíciasAlém de gigante, Oi agora dá lucro
Um dia depois de venda à Portugal Telecom, empresa brasileira divulga resultado positivo recorde de R$ 940 milhões e reverte prejuízo Um dia depois de comemorar o acordo que abriu o seu controle à participação da Portugal Telecom, a Oi teve novos motivos para sorrir. A empresa divulgou que obteve lucro líquido recorde de R$ 940 milhões durante o primeiro semestre de 2010, revertendo o resultado negativo apurado no mesmo período do ano passado. A virada também ocorreu no segundo trimestre deste ano, quando a empresa obteve um lucro de R$ 444 milhões, um revés no prejuízo de R$ 146 milhões informado um ano antes. De acordo com o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig, os bons resultados, que só apareceram agora, são reflexo da aquisição da Brasil Telecom feita há dois anos. “São números que refletem a boa performance operacional da companhia, resultado do ganho de sinergias. Também comemoramos a redução de custos e despesas operacionais”, disse. De junho de 2009 a junho deste ano, a companhia conseguiu aumentar em 2,7 milhões de novos clientes a sua carteira, ampliando o número de assinantes para 62,6 milhões. A expansão foi liderada pelo serviço de telefonia móvel, com aumento de 9,7% de usuários, em comparação com o mesmo período de 2009. No total, a companhia conta com 37,2 milhões de usuários de celulares; 20,8 milhões de telefonia fixa; 4,3 milhões de banda larga fixa; e 265 mil de serviços de TV por assinatura. Para dar continuidade ao ritmo de expansão, a Oi vai abrir os cofres nos próximos meses. Enquanto no primeiro semestre, a companhia investiu o equivalente a R$ 800 milhões, na segunda parte do ano planeja aumentar esse valor em quase quatro vezes, elevando-o a R$ 3 bilhões. “Vamos investir principalmente na banda larga, aumentando a velocidade de conexão, e ampliar a cobertura de internet móvel. Mas não levaremos a 3G (terceira geração) a qualquer lugar. Temos a ideia de cobrir aqueles municípios que dão um retorno garantido ao capital investido”, explicou. Mesma língua O anúncio da compra de 23,38% da Oi pela Portugal Telecom, feito anteontem, fez mudar um discurso recentemente difundido dentro da empresa. Enquanto, em 2008, a ideia que acompanhou as negociações de compra da Brasil Telecom pela Oi girou em torno da criação de uma supertele brasileira, a tese agora é outra: o negócio vai fortalecer o grupo tupiniquim que, apesar de deixar de ser 100% nacional, continuará falando o mesmo idioma. Operadora planeja quadruplicar investimentos no segundo semestre, elevando-os a R$ 3 bilhões Representante da consultoria Frost & Sullivan, Cristiano Zaroni vê a chegada de um novo acionista na operadora brasileira como algo salutar. “A Portugal Telecom tem uma expertise (conhecimento) nas áreas de telefonia móvel e de TV, o que pode garantir um novo avanço para a Oi. Além disso, como a empresa vai ter participação no grupo português, vai poder começar a pensar na sua estratégia de expansão internacional”, apontou. Mas ele lembra que a companhia ainda é muito dependente do dinheiro do governo, o que certamente exigirá novas injeções de recursos públicos na empresa para ela obtenha maior robustez. Atualmente, o Banco Nacional de Desenvolvimento e fundos de pensões (Previ, Petros e Funcef) tem 49,9% de participação na empresa. Participe do e-Fórum enviando sugestões de pautas, informes, notas, eventos para a agenda e críticas. Escreva para imprensa@fndc.org.br. |
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