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09/04/2015 às 14:27

2º ENDC: dança, música e teatro abrem programação nesta sexta

Escrito por: Redação

Ato Político Cultural pela Liberdade de Expressão marcará abertura do 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação

Com o tema Liberdade de Expressão, o 2º ENDC realiza ato cultural em Belo Horizonte, na Praça da Liberdade, nesta sexta (10/4). As atividades serão gratuitas, começam às 16h e serão encerradas às 22h. Os participantes do encontro e a população belorizontina poderão conferir atrações como os grupos Mambembe, Meninas de Sinhá, Caribe Brasilis, Dj Anônimo, grupo de afoxé Mundo Negro, grupo Sampa do Operário e Banda cáustica.

O objetivo é marcar o início do 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), que acontece neste final de semana em Belo Horizonte (Teatro Izabela Hendrix), com muita animação, e ampliar a voz dos ativistas da causa.

Sobre as atrações

Samba do Operário – O grupo cultural Samba do Operário é formado por trabalhadoras e trabalhadores da construção civil, ambulantes, profissionais autônomos e participantes da economia solidária e economia criativa. Portanto, conscientes da luta de classes, das opressões de gênero, étnicas e da orientação sexual polarizaram-se no grupo musical como estratégia de difusão da consciência negra e transmissão do conhecimento emancipatório.  Entendendo como valor da diáspora africana, a oralidade, o grupo retrata o cotidiano da operária e do operário através da letra da música.

Afoxé Mundo Negro – O grupo de Afoxé Mundo Negro é um projeto interseccional que tem como alicerce a negritude. A negritude é composta por ações afirmativas e ressurrecionais palmarianas. Em outras palavras é a expressão organizada de um grupo de ativistas contra o racismo, machismo, xenofobia, homofobia e demais opressões sociais e econômicas.

O Grupo Caribe-Brasilis tem como proposta levar o melhor da música caribenha e latina ao público. Com um repertório “caliente” e muito swing o grupo apresenta os melhores gêneros tropicais das Américas: rumba, salsa, bolero, chá-chá-chá, danzón, guajira, assim como também no cardápio, clássicos da MPB “a lá cubana” e ritmos brasileiros, como forró e outros nordestinos e regionais pra ninguém ficar parado. Integram o conjunto os experientes Pepe Calderón, Luna Mattos, Antônio ‘Negaozão’ e Guilherme Cesarino.

Meninas de Sinhá já virou verbete no dicionário cultural mineiro: são 30 senhoras de 54 a 96 anos que circulam pelos palcos brasileiros com instrumentos em punho. Mais do que cantar e tocar cantigas de roda, o grupo de mulheres tem como objetivo sociocultural elevar a autoestima de suas integrantes levando alegria e cultura por onde se apresentam com suas saias coloridas, flores e turbantes na cabeça e uma energia contagiante. O grupo existe há mais de 20 anos e conta com a ajuda da produtora Patrícia Lacerda.

Joaci Ornelas, conhecido e experiente cantador, violeiro, compositor e instrumentista. Estudou teoria musical, harmonia e história da música na Escola de Artes-BH. Autodidata em viola caipira, é influenciado pelos violeiros Roberto Corrêa, Zé Coco do Riacho, Tião Carreiro e Renato Andrade, e por mestres e foliões do norte de Minas. É um dos fundadores do grupo Vivaviola, juntamente com os violeiros Chico Lobo, Pereira da Viola, Wilson Dias, Bilora e Gustavo Guimarães.

O dj anônimo é um fã da música brasileira de todos os tempos e lugares. Sua pesquisa envolve um passeio por ritmos e sonoridades de matriz regional e das inúmeras variações do samba –em diálogo permanente com o lado mais dançante da world music, especialmente latina e africana, e da chamada ghetto tech. O recorte eletrônico de sotaque singular que une as periferias do mundo em torno de gêneros como tecnobrega, cumbia digital, balkan beat e kuduro.

Trupe sonora (antigo Mambembe) é um coletivo/grupo musical formado em 2014, que realiza seus trabalhos de composição musical, troca de conhecimentos e oficinas abertas ao público no Parque Lagoa do Nado/BH. Como grupo musical tem o objetivo de explorar os sons percussivos e harmônicos dos ritmos afro-brasileiros e regionais, a musicalidade brasileira e a poética urbana e popular. O grupo reúne os artistas Júlio César - gaitista, cantor e compositor; Ferê – percussionista; Talita Barreto - cantora, compositora e violonista; Maria Luiza - percussionista e Juliana Silva - violonista

Cáustica é uma banda formada por mulheres musicistas e poetas. Suas composições foram criadas a partir da experiência das integrantes como forma de trazer à tona angústias e experiências do universo feminino. É a partir das peculiaridades desse universo sonoro e artístico que as mulheres cáusticas se unem para compor, produzindo um som próprio, misto de diferentes bagagens e das outras experiências de suas integrantes. Bárbara -voz, percussão e violão; Brenda – bateria; Pam - guitarra e vocal e Polly - Baixo.

Programação

16h30 Trupe Sonora (antigo Mambembe)
17h Meninas de Sinhá e Joaci Ornelas
18h Caribe Brasilis
19h DJ Anônimo (Israel do Vale)
20h Grupo de afoxé "Mundo Negro"
20h30 Grupo "Samba do Operário"
21h Banda Cáustica

Mais informações sobre o ENDC
- https://www.doity.com.br/2endc
- https://www.facebook.com/fndc.br