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E-Fórum / Notícias

22/06/2016 às 07:56

Acabar com a EBC é silenciar o massacre dos povos indígenas

Escrito por: Elizângela Araújo/Fotos: Alex Ferreira (Agência Câmara)

Afirmação foi feita por Matsa Hushahu Yawanawá, liderança indígena membro do Conselho Curador da EBC, durante audiência na Câmara dos Deputados

Durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, nesta quarta (21/6), a liderança indígena Matsa Hushahu Yawanawá, membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), afirmou que “acabar com a EBC é silenciar o massacre dos povos indígenas”. Matsa lembrou que a maior parte do seu povo não vive nas cidades e só tem acesso à comunicação porque “a EBC faz com que sua voz chegue nas aldeias”. Segundo ela, sua experiência sem sido um exemplo levado para fora do país, em encontros internacionais de lideranças indígenas, e inspirado outros povos a reivindicar espaços semelhantes.
 
“A minha aldeia fica a três dias de barco. Tenho certeza que muitos parentes indígenas tão ouvindo no radinho de pilha, e isso pra nós é muito importante, porque dá ao nosso povo a livre expressão de falar o que acontece nas aldeias, porque muitas vezes as notícias distorcidas têm chegado muito fácil. Então, quero dizer que [a EBC] é muito importante pra nós e espero que a gente continue, e que essas vozes possam ser cada vez mais ocupados por essas pessoas”. 
 
Assim como Matsa, representantes de várias entidades da sociedade civil participaram da audiência pública para defender um amplo debate sobre a relevância da comunicação pública para a democracia. A audiência foi uma iniciativa conjunta das comissões de Cultura (CCULT), de Legislação Participativa (CLP) e de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) daquela casa, e do FNDC, que enviou requerimento à CLP solicitando a realização de audiência para discutir a situação da empresa logo após a crise instalada pela intervenção do governo interino de Michel Temer. Vinte e dois parlamentares participaram da reunião, além de trabalhadores da empresa, ativistas de direitos humanos, representantes da sociedade civil organizada, estudiosos e pesquisadores do tema, que lotaram o Plenário 14. 
 
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