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E-Fórum / Notícias

10/03/2016 às 17:22

Campanha do FNDC resulta em filiação recorde

Escrito por: Redação do FNDC

Agora, mais de 500 organizações da sociedade compõem formalmente o Fórum. A filiação pode ser feita a qualquer momento, pela internet

Em menos de dois meses, a campanha de filiação on-line lançada no início de janeiro resultou num número recorde de organizações associadas ao FNDC: mais de 500, sendo 69 nacionais e cerca de 450 regionais. Sindicatos, federações, confederações e centrais de trabalhadores, associações profissionais e de rádios comunitárias, movimentos de mulheres e de estudantes e coletivos artísticos e culturais, entre vários outros segmentos sociais, se somaram formalmente à luta pela democratização da comunicação. 
 
Para Rosane Bertotti, coordenadora-geral do Fórum, a campanha foi um sucesso porque o FNDC se colocou no centro do debate político da democratização da comunicação e se consolidou como ator político que agrega e articula. “Nos últimos anos fizemos um trabalho intenso de aproximação com os movimentos populares. Temos consciência da necessidade da unidade na defesa das reformas estruturantes que nossa sociedade demanda, entre elas a da comunicação, por isso esse resultado é muito bem recebido por todos que articulam essa luta”.
 
Filiação on-line
 
A campanha é permanente e qualquer instituição da sociedade civil que concorde com as finalidades do Fórum e com seu Estatuto Social podem requerer a filiação por meio do sistema on-line, em menos de três minutos. Pessoas jurídicas de jurisdição ou atuação nacional se associam como entidade nacional. Instituições da sociedade civil constituídas ou não como empresas jurídicas, movimentos sociais e organizações com atuação estadual ou local podem se filiar como entidade regional, ficando automaticamente associadas ao respectivo comitê regional pela Democratização da Comunicação. Pessoas físicas podem contribuir com a luta por meio dos comitês regionais. 
 
A jornalista Nilza Iraci, coordenadora de Comunicação do Instituto Geledés, uma das novas entidades filiadas, afirma que o FNDC é um espaço fundamental para a sociedade civil na discussão sobre política de comunicação. “Acho que as organizações da população negra estão subrepresentadas no FNDC, por isso considero importante ocuparmos esse espaço e atuar a partir de uma perspectiva dentro de gênero e raça, mas pensando num conjunto de políticas para toda a população”. 
 
Sobre a contribuição que o Geledés pode dar à luta pela democratização da comunicação, Nilza explica que a entidade atua numa articulação nacional de mulheres negras organizadas em todos os 27 estados do país. “Temos institucionalidade e temos trabalhando todas as questões que afetam diretamente a população mais excluída, inclusive a da comunicação. O Geledés foi fundado no tripé saúde, direitos humanos e comunicação, ou seja, pensamos a comunicação como nexo de empoderamento desde o início”, afirma. Para ela, a comunicação tem que ser tratada como qualquer tema essencial, como violência doméstica, saúde, educação. “Tem que ser um eixo, e não uma política periférica”, enfatiza.

Para Geremias dos Santos, presidente da Associação Movimento Comunitário Rádio Educativa FM de Cuiabá, fazer parte do FNDC “é estar junto com a entidade que coordena o processo de democratização dos meios de comunicações em nosso país, e isso tem um peso”. Para ele, este talvez seja o pior momento da história das comunicações no Brasil. “A imprensa tem agido como partido político e contra qualquer ideia progressista. São contra a população trabalhadora e principalmente contra qualquer lei ou projeto de lei que venha democratizar os meios de comunicações, por isso precisamos unir forças para fortalecer essa luta e avançar nessa pauta”.
 
O ativista afirma que um dos objetivos da emissora é fazer o debate sobre direito à comunicação e liberdade de expressão com os ouvintes. “Estamos operando há quase 16 anos e agora estamos em processo de renovação da outorga. Nossa emissora fica numa região denominada de Morada da Serra, com uma população estimada em mais de 100 mil habitantes. Nossa dificuldade é igual a de todas as demais emissoras comunitárias: sobrevivência financeira, perseguição por parte da Anatel e falta de formação política de nossos voluntários/comunicadores comunitários. Por isso, fazer parte do movimento pela democratização da comunicação é essencial”.
 
XIX Plenária Nacional
 
Conforme estabelecido na convocatória da XIX Plenária Nacional, as entidades filiadas até 21 de fevereiro estão aptas a participar do evento com direito a voz e voto. A campanha de filiação, no entanto, é permanente e continua marcando presença principalmente nas redes sociais do Fórum.
 

Clique aqui para filiar sua entidade: sistema.fndc.org.br/cadastro/


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