Receba no seu e-mail

Voltar

E-Fórum / Notícias

07/04/2016 às 16:12

Jornalista: fundamental na luta pela democratização da comunicação

Escrito por: Rosane Bertotti, coordenadora geral do FNDC
Fonte: FNDC

Neste Dia do Jornalista, agradecemos a todos os trabalhadores e trabalhadoras jornalistas comprometidos com a liberdade de expressão e a democratização da comunicação

Ser jornalista sempre foi uma escolha desafiadora. À precarização proporcionada pela “pejotização”, pela terceirização e pela convergência tecnológica, junta-se uma conjuntura nada favorável, na qual, muitas vezes, os profissionais têm que passar por cima do seu Código de Ética para atender aos ditames editoriais das empresas para as quais trabalham, enfrentando assédio moral e uma violência crescente, como mostra a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) em seu Relatório da Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2015.

Segundo a Federação, foram registradas 137 ocorrências contra jornalistas e comunicadores no ano passado, oito a mais do que as registradas em 2014. Entre elas, duas mortes de jornalistas e nove de outros comunicadores. Além da violência, o mercado tem se mostrado cada vez mais excludente. De acordo com o Volt Data Lab, 1.280 jornalistas foram demitidos no país entre 2012 e 2015 (até setembro). Contraditoriamente, os empresários de mídia têm ficado cada vez mais ricos (vide o caso dos Marinho, sempre constantes das listas de milionários da Forbes).

É nesse contexto, pincelado em panorama, que parabenizo você, jornalista comprometido com a verdade e com a democratização da comunicação, por esse dia, e agradeço pela sua colaboração nessa luta que travamos juntos. Num mercado de trabalho concentrado e monopolizado, resistir é preciso. E para além de resistir, é urgente construir um novo marco regulatório para o setor, capaz de atender não somente à demanda social pelo direito à comunicação e à liberdade de expressão para todos e todas, mas também capaz de proporcionar mais dignidade e justiça para seus profissionais.

Embora não seja composta majoritariamente por jornalistas e outros profissionais de comunicação, dado seu caráter plural e universal, a mobilização permanente da sociedade em torno da democratização da comunicação, concretizada no FNDC, é mais um espaço de discussão e construção coletiva de pensamento crítico sobre a mídia nacional. Nesse contexto, à pauta da categoria se soma, por meio da participação da própria Fenaj e de sindicatos de jornalistas de nove estados no FNDC, a luta pela democratização da comunicação.

Da mesma forma, fazemos nossa também a mobilização permanente da categoria pela manutenção e ampliação de direitos. Por meio dessa simbiose, enriquecemos o debate e nos fortalecemos. Para nós, é imensamente gratificante contar com a atuação diária de tantos trabalhadores e trabalhadoras jornalistas comprometidos com a liberdade de expressão e o direito à comunicação em todos as regiões do nosso Brasil.

A defesa da democratização da comunicação materializa a própria defesa da democracia. Sem mídia democrática não há democracia. E se a mídia precisa de democracia, a democracia, por sua vez, precisa da mídia. Esse desafio tem conquistado cada vez mais brasileiros e brasileiras que ano a ano se juntam a nós para defender a construção de uma mídia capaz de mostrar a pluralidade de ideias e a diversidade cultural do nosso país.

Essa luta também é sua, assim como sua luta por direitos também é nossa! Em nome de todos que constroem o FNDC, nosso muito obrigado! Até a vitória!